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Trump reabre ação de US$ 10 bilhões contra o Wall Street Journal

Trump reabre ação de US$ 10 bilhões contra The Wall Street Journal por difamação ligada a carta de aniversário envolvendo Jeffrey Epstein; juiz já rejeitou a ação anterior

President Trump’s lawsuit centered on a Wall Street Journal story published in July 2025.
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  • O ex-presidente Donald Trump refazu processo de difamação de US$ dez bilhões contra o The Wall Street Journal, em o Southern District of Florida, após o juiz Darrin P. Gayles ordenar a reapresentação.
  • A ação amended foi apresentada na quarta-feira, reiterando acusações do caso original sobre uma crônica de aniversário vinculada a Jeffrey Epstein e um livro de aniversário contendo uma mensagem e um desenho de uma mulher nua supostamente assinados por Trump.
  • Trump acusa que o jornal cometeu malícia real (conhecimento da falsidade ou desprezo pela verdade) ao não esclarecer como o conteúdo foi obtido e verificado.
  • A doc afirma que a carta não foi escrita nem assinada por Trump, e que os repórteres deveriam ter incluído uma negação de Ghislaine Maxwell, que ajudou a compilar o livro de aniversário; Maxwell informou ao DOJ que não se recorda de receber a carta.
  • Entre os réus estão a News Corp (empresa-mãe do Journal), Rupert Murdoch, Robert Thomson (CEO da News Corp), Dow Jones e dois repórteres do Journal; a News Corp afirmou que defende a acurácia de suas reportagens.

O ex-presidente Donald Trump reabriu nesta quarta-feira a ação de difamação de 10 bilhões de dólares contra o The Wall Street Journal, no tribunal federal da Flórida. A queixa revisada é mantida na mesma vara do sul do estado.

A ação foi apresentada na Corte Distrital dos EUA para o Sul da Flórida. O juiz Darrin P. Gayles havia rejeitado a versão anterior em abril, alegando falta de demonstração plausível de malícia real por parte do jornal.

O processo envolve uma matéria publicada em 17 de julho, sobre uma carta e um desenho de uma mulher nua que teriam sido assinados por Trump em um álbum de 2003 feito para Jeffrey Epstein. A peça afirmou que o Journal analisou a carta e incluiu o próprio Trump negando a assinatura.

Conteúdo da ação e alegações

Os advogados de Trump sustentam que a carta não foi escrita nem assinada pelo ex-presidente. Na reclamação revisada, eles afirmam malícia real por parte do jornal e de seus repórteres por não explicar como a carta foi obtida e como as informações foram verificadas.

Também argumentam que os repórteres deveriam ter incluído um pedido de desculpas de Ghislaine Maxwell, associada de Epstein que compilou o livro de aniversário. A matéria afirmou que Maxwell não respondeu a um pedido de entrevista feito em prisão. Posteriormente, Maxwell disse ao Department of Justice não recordar ter recebido a carta.

A queixa menciona ainda telefonema de Trump para Rupert Murdoch, chefe-executivo da News Corp, pouco antes da publicação, segundo o documento. Trump afirma ter sido informado por Murdoch de que o artigo seria controlado, o que não ocorreu, conforme a alegação.

Demandados e posicionamentos

A ação aponta para a News Corp como empresa controladora, além de Murdoch e Robert Thomson, CEO da News Corp, a Dow Jones (editora do Journal) e dois repórteres do veículo como réus. A Dow Jones reiterou confiança na qualidade de sua apuração e disse que defenderá a ação.

Situação processual e próximos passos

Não houve acordo entre as partes até o momento. O queixa revisada deverá seguir para análise no tribunal americano, com as partes apresentando defesas adicionais conforme o andamento do caso. A data de julgamento permanece a ser definida pelo tribunal.

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