- Governo deve estender até novembro a postergação do pagamento das tarifas de navegação aérea cobradas pela Força Aérea Brasileira (FAB), segundo apuração da CNN, como parte de apoio às companhias aéreas diante dos custos de combustível.
- Medida provisória com esse benefício deve ser publicada na próxima semana, com possibilidade de edição já neste fim de semana.
- Em abril, o governo já havia adiado as tarifas cobradas nos meses de abril, maio e junho para dezembro; agora, os pagamentos de até novembro podem ser quitados em dezembro.
- O Ministério de Portos e Aeroportos encaminhou o pedido ao Ministério da Fazenda e obteve sinalização favorável; o texto segue para avaliação do Ministério da Defesa, responsável pela gestão das tarifas.
- Paralelamente, há a tentativa de prorrogar também os benefícios tributários sobre o querosene de aviação (QAV), em meio a pressões do setor por redução de custos operacionais.
A medida provisória prevê a prorrogação da postergação no pagamento das tarifas de navegação aérea cobradas pela FAB. A extensão alcançaria o período até novembro, segundo apuração da CNN. O objetivo é colaborar com as companhias diante do aumento de custos com combustíveis.
O governo trabalha para publicar a MP até a próxima semana, com chances de edição ainda neste fim de semana. Em abril, o adiamento já ocorreu para os meses de abril, maio e junho, com pagamento remanejado para dezembro.
No momento, a demanda partiu do Ministério de Portos e Aeroportos, que solicitou à Fazenda a prorrogação. A Defesa é responsável pela gestão das tarifas de navegação aérea e analisa o texto.
Prorrogação das tarifas de navegação
A pasta técnica avalia manter a postergação para os meses de julho a novembro, pagando os valores apenas em dezembro se a MP for aprovada. O tema é tratado há semanas nos gabinetes.
Paralelamente, o governo tenta ampliar benefícios tributários sobre o querosene de aviação (QAV). A ideia é reduzir o peso dos custos operacionais para as companhias.
O setor aérea argumenta que o aumento do QAV, aliado aos reajustes recentes, já afeta a frequência de voos. Relatos indicam decisões de reduzir voos em regiões do Norte e Nordeste.
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