- O vice-presidente Geraldo Alckmin acusou Flávio Bolsonaro de tentar desviar o foco do escândalo do Banco Master ao apoiar a classificação de facções criminosas como terroristas pelos Estados Unidos.
- A decisão foi tomada a pedido expresso de Flávio Bolsonaro e envolve o governo de Donald Trump, segundo Alckmin.
- A medida classifica o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas, gestada sem a anuência do governo Lula.
- Há preocupação com riscos ao sistema financeiro e à economia brasileira, mesmo sem evidências de transações ilícitas.
- O governo teme impactos financeiros e avalia o alcance das sanções, citando o exemplo de restrições impostas a bancos no México.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta sexta-feira, 29, que Flávio Bolsonaro tenta desviar o foco do escândalo do Banco Master ao associar o PCC e o CV a grupos terroristas. A afirmação ocorreu em Caraguatatuba, SP.
Alckmin disse que o movimento é uma manobra para afastar a atenção da corrupção e da sonegação relacionadas ao Banco Master. A acusação envolve a atuação de membros do clã Bolsonaro, segundo o vice.
Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente pelo PL, é citado pela reportagem como responsável por pedir ações que resultaram na classificação de facções como terroristas, segundo o que o vice citou.
Contexto e impactos econômicos
O governo norte-americano, a pedido da família Bolsonaro, classificou o PCC e o CV como organizações terroristas, decisão ainda sem efeito formal sobre transações no Brasil. Diplomatas destacam possíveis impactos financeiros.
Especialistas do setor financeiro mencionaram que restrições dos EUA podem atingir bancos nacionais, mesmo sem evidência de transações ilícitas, elevando incertezas para o sistema financeiro. A incerteza aumenta com o tema em debate político.
O governo Lula foi alertado sobre riscos de sanções, com potencial de limitar operações de bancos brasileiros no mercado externo. A imprensa aponta que sanções já ocorreram em casos de outros países, como o México.
Alckmin ressaltou que a classificação pode apresentar efeitos econômicos adversos, sem resolver questões de combate ao crime. O vice enfatizou a necessidade de foco em políticas públicas que reduzam ilícitos sem prejudicar a economia.
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