- O ex-governador José Roberto Arruda, pré-candidato ao governo do Distrito Federal, sinalizou simpatia por Leandro Grass (PT) e avalia uma chapa conjunta.
- Uma das possibilidades discutidas é Arruda como cabeça ou Grass como vice, mantendo a dupla centrada para liderar votos, conforme cenários políticos.
- A viabilidade depende da Lei da Ficha Limpa: STF pode manter ou derrubar a redução do prazo de inelegibilidade, o que pode impedir Arruda de disputar este ano.
- O julgamento no STF estava em 2 a 0 para derrubar a mudança, mas foi interrompido por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, com prazo de até 90 dias para retomada.
- A conversa sobre aliança é acompanhada no Planalto, com apoio de Lula a Grass; o PT também busca aproximação com o PSD para ganhar apoio em outras conjunturas nacionais.
Nos bastidores, o ex-governador José Roberto Arruda (PSD) sinaliza a possibilidade de formar chapa conjunta com Leandro Grass, do PT, para disputar o governo do Distrito Federal. A ideia surge entre aliados próximos e tem foco em consolidar votos.
Grass disputará pela esquerda, enquanto Arruda é pré-candidato ao Buriti. A duetação seria uma estratégia para ampliar apoio e enfrentar a incerteza em relação à elegibilidade de Arruda diante da Lei da Ficha Limpa.
A pauta ganhou contornos a partir de avaliação interna de que Arruda pode se manter na disputa dependendo do andamento do julgamento do STF sobre mudanças na lei de inelegibilidade.
Contexto jurídico e político
O STF analisa a possibilidade de reduzir o prazo de inelegibilidade previsto pela Lei da Ficha Limpa, o que poderia beneficiar Arruda. A corte já fixou voto em 2 a 0 pela derrubada da nova regra, mas pediu vista.
O ministro Gilmar Mendes pediu mais tempo para decidir; o processo pode retornar ao plenário virtual ou exigir novo julgamento no plenário físico dentro de 90 dias. A indefinição afeta a estratégia eleitoral.
Caso Arruda tenha impedimento mantido pelo STF, Grass poderia liderar a chapa ou Arruda apoiar o petista, com Grass ocupando posição de vice ou até o governo, dependendo de como a situação evoluir. A lei permite nomeações livres, o que também entra no cálculo político.
Repercussões e próximos passos
A discussão já ganhou dimensão palaciana com interlocutores no Planalto, dadas ligações da candidatura de Grass ao governo com o presidente Lula. Há também avaliações sobre apoio do PSD a candidatos de outros estados que possam influenciar o cenário nacional.
Enquanto o STF não encerra o julgamento, equipes de Arruda e Grass não se pronunciaram oficialmente. A análise pública segue focada nos desdobramentos legais e no impacto político de eventuais mudanças na lei de inelegibilidade.
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