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Briga de família pode influenciar disputa eleitoral no Rio Grande do Sul

Indiciada por suposto desvio de mais de um milhão de reais da avó, Juliana Brizola pode abalar palanque da esquerda no Rio Grande do Sul

ACORDO - Juliana com Carlos Lupi e Lula: ex-deputada do PDT foi escolhida para unificar o palanque do presidente (Ricardo Stuckert/PR)
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  • Em março do ano passado, o tio de Juliana Brizola, Alfredo Daudt Junior, acionou a polícia contra a sobrinha, alegando desvio de mais de um milhão de reais da avó, uma idosa de ninety-eight anos.
  • Segundo o inquérito, houve transferências da conta da idosa para a mãe e irmãos de Juliana, além de gastos em restaurantes, shoppings, perfumarias, cabeleireiro e academia; foram apontados empréstimos que somaram mais de 500 mil reais.
  • Dóris Daudt morreu em novembro do ano passado, sem ser ouvida pela polícia; a investigação seguiu para o indiciamento de Juliana Brizola.
  • Juliana Brizola nega as acusações, diz que os gastos eram da avó e afirma que houve autorização para pagamentos e empréstimos ligados à indenização recebida pela idosa.
  • O Ministério Público deve decidir se arquiva ou dá prosseguimento ao caso.

Em uma toada que pode influenciar a disputa eleitoral no Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, ex-deputada estadual e neta do ex-governador Leonel Brizola, foi indiciada pela polícia em um inquérito que apura desvio de recursos de uma idosa. O indiciamento ocorreu após um tio da candidata apresentar denúncia ao inquérito da Divisão de Proteção ao Idoso.

O episódio envolve Alfredo Daudt Junior, tio de Juliana, que acusou a sobrinha de ter se apropriado de mais de 1 milhão de reais da conta da avó, Dóris Daudt, de 98 anos. Segundo o inquérito, houve transferências para familiares, pagamentos em restaurantes, shoppings, academia e salão de beleza, além de empréstimos acima de 500 mil reais.

A denúncia foi registrada em março do ano passado. Dóris faleceu em novembro do ano passado, antes de ser ouvida pela polícia. Juliana nega as acusações e afirma que todas as operações contábeis ocorreram com a anuência da idosa, que, segundo ela, estava lúcida até o fim.

Contexto da disputa eleitoral

A investigação chega em meio a uma tensão política regional: a aliança entre PT e PDT para o governo gaúcho, com Juliana Brizola no posto de candidata do PDT, pode alterar movimentos de palanque para o pleito presidencial. A apuração, no entanto, não implica decisão sobre o conflito político em curso.

Juliana afirma que o dinheiro da avó foi utilizado para gastos comuns da família e que a indenização recebida pela idosa, de 1,8 milhão de reais, não justifica desvio. A defesa também alegou que as despesas incluíram viagens e tratamentos de saúde, sempre com autorização da idosa.

A polícia informou que o dinheiro possivelmente serviu para custear despesas pessoais da acusada e de terceiros, com uso frequente do cartão e valores elevados em contas. O MP analisa o caso para decidir se arquiva ou dá prosseguimento à apuração.

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