- Em março do ano passado, o tio de Juliana Brizola, Alfredo Daudt Junior, acionou a polícia contra a sobrinha, alegando desvio de mais de um milhão de reais da avó, uma idosa de ninety-eight anos.
- Segundo o inquérito, houve transferências da conta da idosa para a mãe e irmãos de Juliana, além de gastos em restaurantes, shoppings, perfumarias, cabeleireiro e academia; foram apontados empréstimos que somaram mais de 500 mil reais.
- Dóris Daudt morreu em novembro do ano passado, sem ser ouvida pela polícia; a investigação seguiu para o indiciamento de Juliana Brizola.
- Juliana Brizola nega as acusações, diz que os gastos eram da avó e afirma que houve autorização para pagamentos e empréstimos ligados à indenização recebida pela idosa.
- O Ministério Público deve decidir se arquiva ou dá prosseguimento ao caso.
Em uma toada que pode influenciar a disputa eleitoral no Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, ex-deputada estadual e neta do ex-governador Leonel Brizola, foi indiciada pela polícia em um inquérito que apura desvio de recursos de uma idosa. O indiciamento ocorreu após um tio da candidata apresentar denúncia ao inquérito da Divisão de Proteção ao Idoso.
O episódio envolve Alfredo Daudt Junior, tio de Juliana, que acusou a sobrinha de ter se apropriado de mais de 1 milhão de reais da conta da avó, Dóris Daudt, de 98 anos. Segundo o inquérito, houve transferências para familiares, pagamentos em restaurantes, shoppings, academia e salão de beleza, além de empréstimos acima de 500 mil reais.
A denúncia foi registrada em março do ano passado. Dóris faleceu em novembro do ano passado, antes de ser ouvida pela polícia. Juliana nega as acusações e afirma que todas as operações contábeis ocorreram com a anuência da idosa, que, segundo ela, estava lúcida até o fim.
Contexto da disputa eleitoral
A investigação chega em meio a uma tensão política regional: a aliança entre PT e PDT para o governo gaúcho, com Juliana Brizola no posto de candidata do PDT, pode alterar movimentos de palanque para o pleito presidencial. A apuração, no entanto, não implica decisão sobre o conflito político em curso.
Juliana afirma que o dinheiro da avó foi utilizado para gastos comuns da família e que a indenização recebida pela idosa, de 1,8 milhão de reais, não justifica desvio. A defesa também alegou que as despesas incluíram viagens e tratamentos de saúde, sempre com autorização da idosa.
A polícia informou que o dinheiro possivelmente serviu para custear despesas pessoais da acusada e de terceiros, com uso frequente do cartão e valores elevados em contas. O MP analisa o caso para decidir se arquiva ou dá prosseguimento à apuração.
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