- Celina Leão disse à CNN Brasil que não fará antecipação de juízo sobre a responsabilidade de Ibaneis Rocha na crise envolvendo o BRB; o processo judicial deve esclarecer o tema.
- A governadora herdou um rombo nas contas públicas e cita a crise do BRB, ligada à compra de ativos do Banco Master e à relação com Daniel Vorcaro.
- Ibaneis sinalizou rompimento com o grupo político de Celina, o que pode levar a um candidato do MDB para disputar o governo contra a própria Celina.
- Um acordo entre Federal, DF e BRB foi fechado para facilitar uma operação de crédito com recursos do Fundo Garantidor de Créditos, com contragarantia de bancos públicos e privados.
- O objetivo é capitalizar o BRB em até 16% da receita corrente líquida do DF, cerca de R$ 6,5 bilhões, com empréstimo de quinze anos e dois de carência; a CAPAG aponta hoje nota C para a capacidade de pagamento do DF.
Celina Leão afirmou à CNN Brasil que não fará antecipação de juízo sobre a responsabilidade do ex-governador Ibaneis Rocha na crise que envolve o BRB. Ela disse que o processo criminal deve esclarecer eventuais responsabilidades.
A governadora relembrou que herdou um rombo nas contas públicas e citou a crise do BRB, que comprou títulos podres do Banco Master e negociava a aquisição de uma instituição associada a Daniel Vorcaro. Vorcaro foi preso em março pela segunda vez por fraude financeira.
Ibaneis deixou o cargo para concorrer ao Senado e sinalizou ruptura com o grupo político de Celina. O MDB, partido dele, pode lançar candidatura própria ao governo para enfrentar Celina Leão, que já vinha defendendo uma linha de governo diferente.
Celina reforçou que a sucessão não é submissão e destacou que cada governante tem seu estilo. Em entrevista à CNN Brasil, enfatizou que governa de maneira próxima às pessoas, sem abrir mão de sua personalidade.
Acordo para salvar o BRB
Na quinta-feira, União e Governo do DF fecharam um acordo para viabilizar uma operação de crédito ao BRB, diante da crise de liquidez após a tentativa de compra do Banco Master.
As tratativas começaram na terça-feira, durante audiência de conciliação liderada pelo ministro Luiz Fux. O acordo prevê empréstimo ao DF com recursos do FGC, com garantia de um sindicato de bancos públicos e privados.
O objeto é capitalizar o BRB em até 16% da receita corrente líquida do DF, o que corresponde a cerca de 6,5 bilhões de reais. O banco regional estima precisar de 6,6 bilhões para melhorar seus índices.
O empréstimo terá prazo de 15 anos, com dois anos de carência, e a contragarantia ficará a cargo de bancos S1. Não haverá transferência de recursos federais nem garantia da União.
Além disso, o governo do DF se comprometeu a adotar medidas de ajuste fiscal para manter a trajetória de equilíbrio financeiro. Atualmente, o DF tem nota C na CAPAG, indicador do Tesouro Nacional.
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