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Comissão Europeia discute mudanças para proteger indústrias da China

Comissão Europeia avalia medidas para diversificar cadeias de suprimento e restringir acesso chinês a mercados de químicos, metais e tecnologias limpas

A bandeira nacional da China, à esquerda, tremula ao lado das bandeiras da União Europeia (UE) antes da cúpula UE-China em Bruxelas, Bélgica, na terça-feira, 9 de abril de 2019 — Foto: Geert Vanden Wijngaert/Bloomberg
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  • Comissários europeus reuniram-se para discutir formas de proteger a indústria europeia do aumento das importações chinesas e garantir insumos essenciais e minerais críticos, reduzindo a dependência do bloco.
  • A União Europeia planeja apresentar propostas antes da cúpula de líderes, em 18 e 19 de junho, incluindo a diversificação de cadeias de suprimento e novos instrumentos comerciais para restringir o acesso da China a químicos, metais e tecnologias limpas.
  • Potências ocidentais buscam reverter parte da transferência de produção para a China, que enfraqueceu polos industriais e a capacidade produtiva no Ocidente.
  • O tema também envolve a China dominante na produção de terras raras e outros metais críticos; o G7 discutirá desequilíbrios comerciais na próxima reunião, com atenção a iniciativas como Compre Europeu e RESourceEU.
  • A indústria europeia enfrenta custos de energia mais elevados e regulação mais rígida; o comissário para a Indústria, Stephane Sejourne, defende uso mais sistemático de tarifas e cotas entre setores, além de monitorar impactos da política sobre veículos elétricos chineses.

A Comissão Europeia reuniu-se nesta sexta-feira, 29, para discutir medidas de proteção à indústria europeia diante do aumento das importações chinesas. O foco é reduzir a dependência de insumos essenciais e minerais críticos, fortalecendo cadeias de suprimento no bloco. As propostas devem ser apresentadas antes da cúpula de líderes, marcada para 18 e 19 de junho.

Entre as propostas em análise estão a diversificação obrigatória das cadeias de suprimento pelas empresas europeias e a criação de instrumentos comerciais para restringir o acesso da China a mercados de químicos, metais e tecnologias limpas. A ideia é tornar a Europa menos vulnerável a choques externos.

Potências ocidentais buscam reverter parte da transferência de produção para a China, que teve pico no início dos anos 2000. O objetivo é fortalecer polos industriais no Ocidente, incluindo Estados Unidos e União Europeia, diante de uma competição acirrada com a China.

Panorama internacional e agenda da cúpula

O tema também é alvo de debates no G7, com foco em desequilíbrios comerciais e excesso de capacidade produtiva. A China tem aumentado a produção de terras raras e de outros metais críticos para defesa, tecnologia, energia e indústria automotiva, segundo analistas.

O governo norte-americano, sob a administração anterior, promovia a agenda “America First”; a UE lançou, no início deste ano, a política de “Compre Europeu” e a iniciativa “RESourceEU” para acelerar cadeias de suprimento de minerais críticos. Parcerias com países ricos em recursos também estão na pauta.

A China acusa a UE de usar dados comerciais de forma seletiva e ameaça contramedidas caso o bloco imponha a política de “Compre Europeu” e novas regras de soberania tecnológica. Pequim sustenta que não há práticas comerciais injustas.

Detalhes operacionais e impactos esperados

A Comissão Europeia sinaliza o uso mais sistemático de instrumentos como tarifas de importação e cotas entre setores, não apenas para matérias-primas isoladas, segundo o comissário Stephane Sejourne. O objetivo é ampliar o alcance das ferramentas disponíveis.

A UE já aplicou tarifas a veículos elétricos chineses fortemente subsidiados, mas excluiu modelos híbridos. Dados indicam que híbridos ganharam participação expressiva no mercado europeu, mantendo a presença de montadoras chinesas. O efeito total das novas medidas ainda depende de negociações e aprovação institucional.

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