- Edinho Silva, presidente nacional do PT, afirmou que a família Bolsonaro fragiliza o Brasil no cenário internacional e prejudica investidores e empresas brasileiras.
- A fala ocorreu após Flávio Bolsonaro afirmar ter pedido a Donald Trump que classifique PCC e CV como organizações terroristas.
- Governistas criticaram a atuação de Flávio, argumentando que a decisão dos EUA representa interferência na soberania nacional.
- Edinho citou ações do governo Lula para combater o crime organizado, como operações da Receita Federal e a PEC da Segurança, ainda em tramitação no Senado.
- O petista disse que o Brasil deve ampliar cooperação internacional no combate ao crime, sem abrir mão da autonomia e ressaltou a defesa da democracia em comparação com uma possível reeleição de Lula.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta sexta-feira (29/05/2026) que a atuação da família Bolsonaro fragiliza o Brasil no cenário internacional e prejudica investidores e empresas brasileiras. A declaração ocorreu após Flávio Bolsonaro ter afirmado ter pedido a Donald Trump que classificasse o PCC e o CV como organizações terroristas.
Segundo Edinho, a postura defendida pela frente ligada ao entorno de Bolsonaro não contribui para a soberania nacional nem para a atratividade de investimentos no país. Ele destacou que o governo atual já atua no combate ao crime organizado por meio de inteligência e cooperação institucional, citando ações da Receita Federal e a PEC da Segurança, que tramita no Senado.
O presidente nacional do PT afirmou ainda que o Brasil precisa ampliar a cooperação internacional no combate ao crime, desde que mantenha autonomia frente a decisões externas. Em sua leitura, o país não deve se submeter a interesses de potências fora do seu território.
Edinho criticou especificamente a linha de atuação de Flávio Bolsonaro, dizendo que o discurso de enfrentamento ao crime não pode servir como subterfúgio para medidas que impactem a soberania brasileira. Ele reforçou a necessidade de diálogo com parceiros internacionais sem abrir mão da independência nacional.
Durante o debate interno do PT, o dirigente também comparou os rumos do governo Lula aos do governo Bolsonaro na contenda eleitoral de 2026. Afirmou que a reeleição do petista representaria defesa da democracia e fortalecimento institucional, enquanto a eventual composição do bolsonarismo seria apontada como retrocesso e alinhamento a forças de inspiração fascista.
O tema da soberania e da cooperação internacional ganhou espaço após a menção de Flávio Bolsonaro sobre a classificação de organizações criminosas como terroristas por parte dos EUA. Governistas criticaram a intervenção estrangeira, destacando a importância de preservar decisões soberanas do Brasil.
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