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Empresa que atacava adversários do ex-prefeito de Macapá tem contrato suspenso

PF deflagra Palanque Digital contra rede ligada ao ex-prefeito Furlan; M2 Comunicação teve contrato com a Assembleia Legislativa do Amapá suspenso em 2014

Operação da PF que apura crimes eleitorais envolve ex-servidores do ex-prefeito de Macapá
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  • A M2 Comunicação LTDA, núcleo de comunicação do ex-prefeito de Macapá, Furlan, teve contrato com a Assembleia Legislativa do Amapá suspenso pela Justiça em 2014, por improbidade administrativa.
  • Em 2010, a empresa mantinha acordo com a ALEAP no valor de R$ 1,5 milhão; o Ministério Público apontou violação à Constituição e à Lei de Licitações.
  • O MP informou que Marli Inês Rodrigues Mafalda, dona da empresa com o marido, tinha vínculo com a assembleia, o que tornava o contrato proibido pela legislação; houve alterações no contrato social para simular legalidade.
  • Nesta semana, a Polícia Federal deflagrou a Operação Palanque Digital, com 35 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém e Canela, mirando crimes eleitorais e uma rede de desinformação ligada a adversários políticos no Amapá.
  • Entre os investigados pela PF estão o ex-prefeito Furlan (pré-candidato ao governo do Amapá), familiares e ex-secretários, além de gestores de páginas de notícias como Bambam News, Sales News e Portal 1Norte.

A M2 Comunicação LTDA, núcleo de comunicação do ex-prefeito de Macapá Antônio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como Dr. Furlan, teve contrato suspenso pela Justiça em 2014. A decisão foi tomada no âmbito de apurações sobre improbidade administrativa envolvendo a Assembleia Legislativa do Amapá (ALEAP).

Nesta semana, ex-servidores ligados a Furlan são alvo da Operação Palanque Digital da Polícia Federal, que cumpriu 35 mandados de busca e apreensão em Macapá (AP), Belém (PA) e Canela (RS). A PF investiga uma rede digital de desinformação, autopromoção e ataques a adversários políticos no Amapá.

O Ministério Público do Amapá, em 2014, avaliou um contrato de R$ 1,5 milhão entre a ALEAP e a M2 Comunicação, constatando violação aos princípios constitucionais e à Lei de Licitações. A empresa era conduzida por Marli Inês Rodrigues Mafalda, ligada à assembleia, com participação de seu marido.

Marli foi substituída por Tarso Giovani Fauro, irmão de Carlos Alberto Fauro, mas o vínculo com a empresa permaneceu, segundo o MP. Na PF, aparecem ainda José Furlan Neto e José Ivo de Melo Souza, além de Juarez Pantoja Menescal de Souza, ex-secretário municipal de Comunicação Social.

A apuração aponta que uma página de notícias recebia recursos públicos para veicular conteúdos ofensivos, identificada como Bambam News. Outros portais mencionados são Sales News e Portal 1Norte, ligados a Rodrigo Ferreira Sales e Felipe Santos Paixão. O R7 Planalto busca posicionamento dos citados.

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