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Ex-secretária de Justiça se nega a responder perguntas sobre Trump e Epstein

Pam Bondi não responde perguntas do Congresso sobre Trump e Epstein; aponta Todd Blanche como responsável pela divulgação de documentos, gerando críticas

Pam Bondi, participa de audiência no Comitê de Justiça da Câmara dos Deputados, no Congresso americano, sobre os arquivos do caso Jeffrey Epstein
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  • A ex-secretária de Justiça dos Estados Unidos, Pam Bondi, recusou perguntas do Congresso sobre se o presidente Donald Trump sabia das atividades de Jeffrey Epstein.
  • Bondi disse que Todd Blanche, então secretário de Justiça interino, foi responsável pela divulgação dos documentos e que delegou a supervisão a ele.
  • Parlamentares democratas afirmaram que um advogado do Departamento de Justiça interviniu para impedir que Bondi respondesse a determinadas perguntas.
  • O Departamento de Justiça sustentou que não divulgaria informações que pôssem em risco vítimas ou investigações, e informou que três milhões de dos seis milhões de documentos Epstein já haviam sido tornados públicos.
  • Bondi foi demitida por Trump em 2 de abril; Epstein foi preso em 2019 por tráfico sexual de menores e morreu naquela mesma década; havia ligações relatadas entre Epstein e figuras poderosas, incluindo Trump e Clinton.

Pam Bondi, ex-secretária de Justiça dos EUA, foi à audiência do Congresso para esclarecer questões sobre o caso Epstein e possíveis ligações com o então presidente Donald Trump. Em depoimento fechado, ela afirmou ter delegado a revisão dos documentos ao secretário assistente de Justiça da época, Todd Blanche, não conduzindo pessoalmente o processo.

Segundo Bondi, o responsável pela divulgação dos arquivos foi Blanche, atual secretário de Justiça interino. Ela não respondeu a perguntas sobre o eventual conhecimento de Trump sobre as atividades de Epstein ou sobre instruções para censurar documentos.

O depoimento ocorreu diante do Comitê de Supervisão da Câmara, na sessão marcada para apurar transparency e conduta do Departamento de Justiça na divulgação de informações sensíveis. Parlamentares democratas ressaltaram a recusa de Bondi em esclarecer questões específicas.

Garcia, deputado democrata, informou que Bondi evitou responder a perguntas sobre Trump, com intervenção de um advogado do DOJ. A sessão também tratou da política de divulgação de informações relacionadas a vítimas e investigações em andamento.

Bondi reconheceu erros de censura nos documentos, mas não detalhou falhas. Em nota escrita, ela afirmou que o DOJ entregou tudo o que era exigido, mantendo a condução do caso Epstein sob governo Trump. A fala encerrou sem declarações a jornalistas.

O atual debate envolve também a forma como os arquivos Epstein foram divulgados. A divulgação incluiu milhões de documentos, gerando críticas de democratas e parte da oposição republicana, que questiona transparência e proteção de vítimas.

Antes da sessão, o presidente do comitê, James Comer, disse que seria questionada a razão pela qual parte dos documentos ainda não foi tornada pública e quais termos de retenção permanecem. A demissão de Bondi por Trump, em abril, esteve ligada à gestão do caso Epstein.

Epstein, preso em 2019 por tráfico de menores, morreu em 2019 na prisão. Os arquivos revelaram ligações com figuras públicas, incluindo Trump e Bill Clinton, que negaram conhecimento do suposto esquema. O foco é esclarecer vínculos e responsabilidades na divulgação.

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