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Governo aponta risco ao PIX com decisão dos EUA sobre PCC e CV

Governo vê risco à soberania e alerta que ação dos EUA contra PCC e CV pode impactar o PIX e a cooperação policial

Planalto | Divulgação
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  • Governo brasileiro criticou, nesta sexta-feira, a articulação de apoiadores da família Bolsonaro nos EUA após o anúncio de que PCC e CV podem ser classificados como organizações terroristas.
  • Departamento de Estado dos EUA pretende enquadrar PCC e CV como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) e como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs).
  • Planalto classificou a movimentação como deplorável e afirmou haver tentativa de pressionar autoridades internacionais contra o Brasil.
  • Nota aponta risco ao PIX e à inovação nacional, dizendo que medidas unilaterais podem prejudicar o combate ao crime e o compartilhamento de informações entre polícias.
  • Governo afirma manter cooperação contra o crime e a soberania nacional, dizendo ter proposto aos EUA ampliar a colaboração em lavagem de dinheiro e tráfico internacional de armas.

O governo brasileiro criticou a notícia dos Estados Unidos sobre classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas. A reação ocorreu após o Departamento de Estado anunciar a medida, alegando risco de interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil.

Segundo o Planalto, brasileiros próximos ao governo buscam apoio externo para pressionar autoridades nacionais. A nota cita encontros de Flávio Bolsonaro com autoridades americanas em Washington para defender a classificação dos grupos.

Na ocasião, Flávio Bolsonaro se reuniu com o ex-presidente Donald Trump e com o secretário de Estado, segundo o governo brasileiro, para discutir o enquadramento. A Presidência afirma que ações assim não devem violar a soberania do Brasil.

Aponte o Planalto que o uso de medidas unilaterais pode prejudicar o combate ao crime e afetar a economia. A nota cita impactos potenciais no PIX, no sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, e na cooperação entre as polícias.

O governo afirma que as facções atuam principalmente com foco econômico, por meio do tráfico de drogas e armas, e não devem ser enquadradas como terrorismo internacional. A defesa reforça que a legislação brasileira já prevê penas duras para crimes organizados.

Especialistas ouvidos no briefing do Planalto divergem: apontam que leis brasileiras são mais específicas que a classificação de terroristas estrangeiros. O governo brasileiro afirma que a soberania é inegociável e que não aceitará interferência externa.

Apesar das críticas, o Planalto sustenta a continuidade da cooperação internacional no combate ao crime. A proposta de ampliar cooperação com os EUA foi apresentada em abril, especialmente em áreas como lavagem de dinheiro e tráfico transnacional de armas.

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