- Governo Lula criticou a classificação das facções CV e PCC como grupos terroristas pelos Estados Unidos.
- A gestão chamou a atuação da família Bolsonaro de deplorável e afirmou que a segurança da população não pode ser manipulada politicamente.
- O comunicado alerta que medidas unilaterais podem enfraquecer o combate ao crime, reduzir o compartilhamento de informações entre polícias e afetar o PIX.
- Foi realizada uma reunião no Palácio do Planalto com representantes de diversos ministérios para discutir o que fazer após o anúncio americano; Lula não participou.
- O contexto inclui a visita do senador Flávio Bolsonaro aos EUA e declarações de autoridades americanas sobre o tema, vinculadas à segurança regional.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva rebateu a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções CV e PCC como grupos terroristas. O texto divulgado nesta sexta-feira expõe que a medida é inadequada e que a intervenção de membros da família Bolsonaro em assuntos internacionais foi deplorável.
O comunicado afirma que a segurança da população não pode ser manipulada para atender interesses políticos e acusa supostos traidores de pedir interferência estrangeira no Brasil. A nota cita ainda danos anteriores ligados a ações da família Bolsonaro nos EUA.
A decisão norte-americana veio após o senador Flávio Bolsonaro manter contato com líderes do governo dos EUA durante visita a Washington, com participação de membros do gabinete. O Palácio do Planalto realizou reunião entre ministérios para decidir próximos passos.
Reação oficial e impactos
Segundo o governo, o Brasil é uma nação soberana que combate o PCC, o CV e outras facções que atuam em território nacional. O Planalto reforça que a prioridade é enfrentar essas organizações com firmeza, sem abrir espaço para interferência externa.
Participaram da reunião representantes da Casa Civil, da Secretaria de Comunicação, da Fazenda e dos ministérios da Indústria e Comércio, da Justiça e da AGU. Lula não participou do encontro, pois cumpre agenda em Sergipe.
O governo também alerta que medidas unilaterais podem dificultar o compartilhamento de informações entre as polícias, afetar o sistema financeiro e limitar inovações nacionais como o PIX. A nota não detalha etapas futuras.
Entre na conversa da comunidade