- O primeiro turno da eleição na Colômbia aponta Iván Cepeda, do Pacto Histórico, como candidato certo ao segundo turno, marcado para 21 de junho.
- A segunda vaga fica entre Paloma Valencia, do Centro Democrático, e Abelardo de la Espriella, figura da direita radical que se apresenta como o “Bukele colombiano”.
- Valencia busca consolidar o uribismo com apoio de Uribe e de candidaturas das primárias, agora com Ortiz de centro e aliados do Verde.
- De la Espriella se apresenta como alvo de críticas a instituições internacionais e simula um estilo duro, inspirado em Nayib Bukele, para atrair eleitores da direita mais radical.
- O cenário evidencia uma direita fragmentada, com a esquerda articulando-se em torno de Cepeda, e o Uribismo tentando recuperar força nas casas legislativas.
Iván Cepeda, candidato do Pacto Histórico, está confirmado como concorrente ao segundo turno das eleições colombianas, marcadas para 21 de junho. A disputa pelo cargo parece apontar para a continuação de uma frente de esquerda, frente à fragmentação da direita. A apuração do primeiro turno ocorre neste domingo, 31 de maio, com a confirmação de quem avança.
Na linha de frente da direita, dois nomes disputam a segunda vaga: Paloma Valencia, do Centro Democrático, que busca resgatar o uribismo, e Abelardo de la Espriella, o favorito entre a ala mais radical, influente pela figura de um “Bukele colombiano”. O cenário deixa clara a polarização entre centro e direita radical.
O duelo entre direita tradicional e direita radical
Valencia atua como principal oponente de Petro no Senado e tenta se apresentar como centro-direita, com o vice Daniel Oviedo. A estratégia envolve ampliar apoios de partidos de centro e de setores eleitos pela coalizão das primárias. Analistas destacam a busca por eleitores independentes, especialmente na capital.
De la Espriella propõe uma linha dura de segurança, defendendo medidas como Estado de emergência para combater o crime e ações contra áreas de cultivo de drogas. O candidato soma apoio de setores conservadores, embora apresente alinhamento menos direto com o histórico uribista clássico.
Perfis e estratégias dos candidatos
Valencia tem ligações políticas históricas e busca consolidar a oposição a Petro, aproveitando a base do Centro Democrático. Seu discurso enfatiza equilíbrio entre conservadorismo e pragmatismo para atrair eleitores urbanos. A campanha destaca também a escolha de um vice considerado de perfil centrista.
De la Espriella é advogado criminalista com atuação em casos de alto impacto, incluindo clientes ligados a narcotráficos. Sua referência é a figura de um líder firme, com apelo a eleitorado que busca mudança rápida em segurança pública. A formação de alianças estratégicas acompanha a agenda de campanha.
Contexto eleitoral e cenários
O cenário repete um padrão de recente região, com a esquerda consolidando uma candidatura única e a direita pulverizada entre várias opções. Em eleições passadas, movimentos conservadores mostraram força em etapas anteriores, influenciando a configuração de ministérios e cadeiras legislativas.
Para especialistas, a escolha do eleitor pode depender da percepção sobre estabilidade, combate à violência e propostas econômicas. A pesquisa de apoio deve indicar o peso de propostas de paz, emprego formal e inclusão social na decisão do domingo seguinte.
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