- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter assinado mais dois decretos para conter a alta dos combustíveis, durante evento sobre investimentos da Petrobras em Sergipe.
- Os decretos teriam sido aprovados na quinta-feira (28 mai), segundo Lula, para que a Petrobras não tenha prejuízo com o preço dos combustíveis, sem detalhar quais são as medidas.
- A Petrobras anunciou reajuste de R$ 0,48 no preço do litro da gasolina A para distribuidoras, acompanhado de desconto de R$ 0,44 por litro por subsídio governamental.
- O aumento de preço representou 1,5% e poderia chegar a 17,12% sem o repasse do subsídio de R$ 0,44.
- Lula criticou a privatização da BR Distribuidora, defendendo a atuação do Estado na distribuição de combustíveis e questionando benefícios da privatização.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que assinou dois novos decretos para conter a alta dos combustíveis diante da valorização do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio. A declaração foi feita nesta sexta-feira durante anúncio de investimentos da Petrobras em Sergipe, na presença da presidente da estatal, Magda Chambriard.
Segundo Lula, os decretos visam manter o preço da Petrobras estável sem prejuízos à companhia. Ele não detalhou o conteúdo nem a data de publicação dos atos, mas garantiu que o Estado tem papel na condução da política de preços.
A Petrobras informou que, na quinta-feira, foi aplicado reajuste de R$ 0,48 no litro da gasolina A para as distribuidoras, acompanhado de desconto de R$ 0,44 por litro, referente à nova subvenção econômica anunciada pelo governo em 13 de maio. O reajuste representa alta de 1,5%, e a diferença de R$ 0,44 reduz o impacto aos consumidores.
Contexto e ações do governo
Desde o início da war between the US and Israel com o Irã, em 28 de fevereiro, o governo editou três medidas voltadas a produtores e importadores de diesel e uma para a gasolina, como forma de controle de preços e de demanda. As intervenções incluem isenções tributárias federais e subsídio parcial ao ICMS, segundo o governo.
Crítica à privatização da BR Distribuidora
Em Sergipe, Lula também criticou a privatização da BR Distribuidora, concluída em 2021 durante o governo anterior. O presidente afirmou que a ausência do Estado na distribuição de combustíveis pode prejudicar o país em momentos de instabilidade internacional, questionando benefícios da privatização.
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