- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Sergipe em 29 de maio, durante visita a obras de expansão do Hospital do Câncer do estado.
- Em discurso, afirmou que atribuir o subdesenvolvimento do Nordeste à seca é “falta de vergonha na cara” e que a seca é fenômeno natural, não causador único de pobreza.
- Criticou Jair Bolsonaro e políticas de moradia, questionando a quantidade de casas criadas pelo governo anterior e chamando o programa Casa Verde e Amarela de incompetência.
- Disse que, nos conjuntos habitacionais, haverá bibliotecas para incentivar a leitura, em oposição a políticas de armamento, segundo ele.
- Também comentou sobre a classificação pelo governo norte-americano de PCC e CV como organizações terroristas, destacando que são terroristas para comunidades brasileiras, mas cobrando que os EUA entreguem Ramagem e Ricardo Magro.
Lula afirmou que associar o subdesenvolvimento do Nordeste à seca é uma “falta de vergonha na cara”, durante ato em Sergipe nesta sexta-feira, 29 de maio. O presidente participou da visita às obras de expansão do Hospital do Câncer de Sergipe, no município, e cobrou responsabilidade de governos passados.
Ele disse que a seca é um fenômeno natural, não controlável, e criticou a ideia de que a falta de emprego decorre apenas da seca. Segundo o presidente, o atraso econômico da região resulta de decisões governamentais anteriores, não da seca em si.
O chefe do Executivo também criticou o Casa Verde e Amarela, programa de moradia, e críticas à política de armamentos. Lula afirmou que o governo anterior prometeu casas sem investir em infraestrutura, e citou a implementação de bibliotecas em conjuntos habitacionais para estimular a leitura.
Além disso, Lula fez uso de seu discurso para comentar políticas de armas, afirmando que as famílias beneficiadas com o programa habitacional terão acesso à cultura por meio de bibliotecas, em contraste com uma era anterior marcada por tentativas de ampliar o armamento.
Facções terroristas
Durante a agenda em Sergipe, o presidente também comentou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. Lula reconheceu que as facções são consideradas terroristas por comunidades brasileiras, mas afirmou que não correspondem aos terroristas que, segundo ele, o governo norte-americano deseja identificar.
O presidente solicitou que os EUA entreguem o ex-deputado Alexandre Ramagem e o advogado Ricardo Magro, ligados a o que ele chamou de grupos associados. Não houve detalhamento adicional sobre o contexto dessas pedidos.
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