- O presidente Lula criticou a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas internacionais, dizendo que não aceitam ser tratados como republiqueta.
- Lula afirmou estar muito triste com a medida e ressaltou que o enfrentamento ao crime organizado é responsabilidade do Estado brasileiro.
- Ele destacou que o PCC e o Comando Vermelho são terroristas para as comunidades da periferia, mas serão combatidos dentro do Brasil.
- O presidente atacou o senador Flávio Bolsonaro, que, em reunião com o presidente dos EUA, pediu que os grupos fossem classificados como terroristas, dizendo que ele trai a pátria.
- Lula disse ter passado três horas com o presidente Donald Trump, entregando quatro documentos sobre o combate ao crime organizado, e criticou Marco Rubio pela intervenção.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas internacionais. Ele afirmou que não aceita ser tratado como alvo de intervenção externa e externou tristeza pela medida anunciada pelo governo americano.
Durante agenda em Sergipe, Lula reforçou que o enfrentamento ao crime organizado é responsabilidade do Estado brasileiro e que não haverá intervenção estrangeira. Ele disse que o PCC e o CV representam terrorismo para comunidades e famílias, mas que a resposta deve ocorrer internamente.
O presidente também mencionou uma reunião com o presidente americano, ressaltando ter apresentado documentos sobre combate ao crime. Segundo Lula, houve diálogo com o governo dos EUA, embora tenha criticado a condução da política externa nesse tema.
Lula afirmou que o senador Flávio Bolsonaro compareceu a uma reunião com o presidente dos EUA, defendendo a classificação dos grupos. O petista afirmou que Flávio atuou de forma inadequada ao pedir intervenção americana no Brasil, em clara violação de interesses nacionais.
O mandatário ainda criticou a atuação de Flávio Bolsonaro em tom duro, associando o posicionamento a interesses partidários. Ele comparou o episódio a episódios históricos de traição à pátria, sem detalhar ações específicas.
Reações e acusações
- Lula disse que o Brasil não aceita humilhação nem subordinação externa, ressaltando a autonomia de políticas de segurança pública.
- O presidente afirmou que o país manterá o enfrentamento ao crime organizado com foco interno, sem depender de cooperação que considere violar soberania.
- Não houve confirmação de novas medidas oficiais por parte do governo.
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