- Lula quer Márcio França como vice de Haddad na chapa de São Paulo e deve conversar com França nos próximos dias.
- O PSB quer França no Senado paulista e não descarta compensação a nível nacional, como indicação a ministério, em caso de reeleição de Lula; França afirma que a prioridade é o Senado e que o partido não busca compensações.
- O PT resiste em ceder as duas vagas do Senado paulista ao PSB; uma vaga ficará com Simone Tebet, e a outra é disputada entre França e Marina Silva.
- O PSB aprovou a prioridade de França e Tebet para o Senado; a bancada também foca em destravar a chapa com Haddad, com possível envolvimento de João Campos.
- O Tribunal Superior Eleitoral deve decidir se candidaturas ao Senado podem ocorrer fora da coligação; há expectativa de mudança de entendimento devido às duas vagas em disputa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que Márcio França seja o vice de Fernando Haddad na chapa calculada para São Paulo. A proximidade entre PT e PSB aponta para um diálogo com França nos próximos dias sobre o assunto. A oposição entre as legendas se intensifica pela indefinição sobre o Senado.
O PSB defende a candidatura de França ao Senado, mas sinaliza não rejeitar a ideia de vice para Haddad. A legenda espera, entretanto, uma compensação a nível nacional, como a indicação de França a um ministério em caso de vitória de Lula.
França afirmou ao Estadão que a Executiva do PSB colocou a candidatura ao Senado como prioridade, sem buscar compensações. O posicionamento reforça o impasse entre PT e PSB pela distribuição de vagas.
O atrito decorre da resistência do PT em ceder as duas vagas ao Senado paulista ao PSB. Lula já sinalizou que uma vaga ficará com Simone Tebet, enquanto a outra permanece disputada entre França e Marina Silva, da Rede.
O PSB nacional aprovou a prioridade para França e Tebet nesta quarta-feira, 27. A deputada Tabata Amaral havia apontado que a indefinição prejudica a campanha. O partido mantém a leitura de que Tebet é parte da chapa de Haddad graças a apoio de Lula.
França disse que o PSB não busca compensações e reitera que a prioridade é a candidatura ao Senado. O pedido por anúncios oficiais ainda envolve discussões internas e a busca por solução negociada com Lula.
Além de São Paulo, Lula sinalizou apoio a João Campos como palanque único em Pernambuco. A ideia enfrenta resistência de parte do governo, que teme prejudicar a governadora Raquel Lyra, pré-candidata à reeleição do PSD.
TSE deve decidir se candidaturas ao Senado podem acontecer fora da coligação entre PT/PSB. O tema ganhou impulso após questionamento do Republicanos sobre regras para duas vagas. Advogados ressaltam mudanças possíveis pelo tribunal.
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