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Lula rejeita decisão dos EUA que classifica facções criminosas como terroristas

Lula critica decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas, afirmando que viola soberania e não ajuda no combate ao crime

'Nos recusamos a ser tratados como crianças, como se isso fosse algum tipo de república de bananas', disse o presidente. (Foto: Aaron Schwartz/Bloomberg)
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  • Lula criticou a decisão dos EUA de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, dizendo que isso ameaça a soberania do Brasil.
  • O anúncio foi feito pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e ocorre poucos dias após a visita de Flávio Bolsonaro a Donald Trump.
  • O presidente afirmou, em Sergipe, que brasileiros não aceitam serem tratados como crianças e que a política interna não pode ser influenciada por interesses externos.
  • O governo brasileiro explicou que PCC e CV são facções criminosas que atuam para lucro com tráfico de drogas e armas, e não terrorismo ideológico.
  • A administração também acusou a família Bolsonaro de buscar interferência estrangeira em assuntos do Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A fala ocorreu em Sergipe, na sexta-feira (29), e Lula afirmou que a medida viola a soberania brasileira e não ajuda no combate ao tráfico.

A decisão foi anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, na quinta-feira (28). Os EUA já tinham adotado o mesmo enquadramento para outros grupos criminosos na região. A medida surge em meio a debates sobre segurança pública no Brasil.

Lula ressaltou que o Brasil não aceita tratar seus grupos criminosos como terroristas por questões ideológicas, políticas ou religiosas. O governo brasileiro destacou que o PCC e o CV atuam principalmente no tráfico de drogas e armas, com objetivo de lucro, e não possuem motivação ideológica típica do terrorismo internacional.

Contexto diplomático

O governo brasileiro também destacou que houve interferência estrangeira na política interna ao mencionar visitas de membros da família Bolsonaro aos EUA. O tema coincidiu com a candidatura de Flávio Bolsonaro e a aproximação com a agenda de segurança pública mais rígida.

Segundo o governo, a distinção feita entre facções criminosas e terroristas é essencial para evitar atribuições equivocadas. A administração também reforçou ações nacionais de combate ao crime organizado, sem associar as facções a motivações ideológicas.

A notícia foi publicada pela Bloomberg e envolve ainda desdobramentos eleitorais, com impactos potenciais na relação entre Brasil, EUA e o tema da criminalidade no país.

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