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Lula usa discurso de soberania e afirma combate a PCC e CV

Planalto reafirma soberania, diz combater PCC e CV e classifica viagens da família Bolsonaro ao exterior como tentativa de intervenção externa

É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, diz nota do Planalto
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  • O governo publicou, em 29 de maio de 2026, nota oficial respondendo à classificação dos PCC e do Comando Vermelho como terroristas pelos Estados Unidos, mantendo o discurso de soberania.
  • Afirma que o Brasil é uma nação soberana e que o enfrentamento do crime organizado é prioridade, com atuação contra facções e milícias, envolvendo tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.
  • Classifica integrantes da família Bolsonaro como “falsos patriotas” envolvidos com o crime organizado e critica viagens ao exterior para defender intervenção estrangeira no Brasil.
  • Ressalta cooperação histórica com os Estados Unidos no combate ao crime, mas defende que parcerias ocorram por meio de diálogo institucional; informa ter apresentado, em abril, uma proposta de cooperação em inteligência, lavagem de dinheiro e tráfico de armas.
  • Alerta para riscos de ações externas não negociadas: podem afetar a economia, o sistema financeiro e inovações como o Pix, reforçando que a soberania nacional é inegociável.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou uma nota oficial nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026, em resposta à classificação dos PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos. O texto reforça o discurso de soberania e afirma que o Brasil já atua no enfrentamento do crime organizado.

A nota afirma que o Brasil é uma nação soberana e que o combate a facções e milícias é prioridade do Estado, com atuação em áreas como tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro. Também sustenta que essas organizações não devem ser enquadradas como terrorismo ideológico, político ou religioso.

Segundo o Planalto, houve críticas a mobilizações de integrantes da família Bolsonaro no exterior, com acusações de buscar apoio estrangeiro para pressionar o Brasil. O governo classifica isso como interferência indevida e afirma defender decisões nacionais.

A Presidência ressalta cooperação histórica com aliados, inclusive os Estados Unidos, desde que haja diálogo institucional. Em abril, apresentou ao Departamento de Estado dos EUA uma proposta de cooperação em inteligência, lavagem de dinheiro e tráfico de armas.

Contexto e desdobramentos

O texto evita mencionar diretamente o ex-presidente Donald Trump e cita apenas a parceria com os EUA no enfrentamento ao crime organizado. O Planalto destaca que medidas arbitrárias podem impactar a economia e reduzir a troca de informações entre forças de segurança.

Além disso, a nota informa que o Brasil firmou uma lei recente para o combate a facções, com penas que chegam a 80 anos, e que o programa Brasil contra o Crime Organizado atua desde as esquinas até o alto escalão. A soberania nacional é apresentada como inegociável.

A publicação conclui reiterando que a definição de como o crime é classificado e combatido cabe às instituições brasileiras. O governo reforça abertura a cooperações benéficas, desde que respeitem a soberania e a economia nacionais.

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