- Mesmo fora de Brasília, ministros discutiram a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas.
- As facções passaram a constar como Terroristas Globais Especialmente Designados no Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, ligado ao Tesouro dos EUA.
- A pedido de Lula, a ministra Miriam Belchior convocou reunião com Dario Durigan, Mauro Vieira, Chico Lucas e Audo Faleiro para debater impactos no mercado financeiro, segurança pública e turismo.
- O governo divulgou nota dizendo ser deplorável que membros da família de Jair Bolsonaro tenham defendido intervenção internacional no Brasil.
- Lula determinou que auxiliares avaliassem impactos financeiros e cooperação internacional; o chefe da equipe econômica pediu apoio do FMI e do Banco Mundial.
Nesta sexta-feira, ministros do governo se mobilizaram para avaliar a decisão do Departamento de Estado dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas. A medida foi anunciada um dia antes, com as facções listadas como Terroristas Globais Especialmente Designados.
A convocação partiu da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, a pedido de Lula. Participaram os ministros Dário Durigan (Fazenda) e Mauro Vieira (Relações Exteriores), além do secretário-executivo do Ministério da Justiça, Chico Lucas, e o principal assessor da Presidência, Audo Faleiro. A pauta incluiu impactos sobre finanças, segurança pública e turismo.
A equipe avaliou, ainda, os efeitos da decisão para as relações internacionais do Brasil e para cooperações no combate ao crime organizado. O governo pediu apoio do FMI e do Banco Mundial para dimensionar os impactos econômicos.
Impactos econômicos e diplomáticos
Lula, em Sergipe, afirmou que o Brasil vai combater o crime organizado internamente e defendeu a soberania nacional, rejeitando intervenções estrangeiras. O presidente criticou Flávio Bolsonaro, que pediu aos EUA a classificação das facções como terroristas em encontro com Trump.
O Palácio do Planalto informou que as ações do governo visam monitorar consequências no mercado financeiro, na segurança pública e no turismo, com resposta coordinada entre órgãos. A posição oficial também ressalta a autonomia brasileira frente a pressões externas.
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