- O senador Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado, criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas durante evento do Lide em São Paulo.
- Ele afirmou que a medida “banaliza o conceito de terrorismo” e que o combate às facções deve ocorrer por instrumentos do Estado brasileiro, conforme a Constituição e a legislação nacional.
- Pacheco ressaltou a soberania brasileira e disse que a classificação não deve justificar intervenções estrangeiras no país.
- O senador destacou que PCC e CV visam lucro por meio de atividades criminosas, o que os diferencia de grupos enquadrados na definição tradicional de terrorismo.
- O ex-presidente do Senado comentou também sobre o fim da escala 6×1 e sinalizou que o tema já foi assimilado pelo Congresso e pela sociedade.
O senador Rodrigo Pacheco criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. O protesto foi feito durante um evento promovido pelo Lide, em São Paulo, na tarde desta sexta-feira. Pacheco disse que a medida banaliza o conceito de terrorismo e defendeu que o combate às facções ocorra pelos instrumentos do Estado brasileiro, conforme a Constituição e a legislação nacional.
Participaram do encontro o deputado Aguinaldo Ribeiro, o relator de projeto sobre IA na Câmara, e a deputada Adriana Ventura. O tema central foi tecnologia e inovação, com Pacheco enfatizando a soberania nacional e a necessidade de respostas oficiais por parte do governo brasileiro.
O ex-presidente do Senado argumentou ainda que a classificação não deve justificar qualquer intervenção estrangeira. Ele ressaltou que o Brasil é um Estado soberano e que PCC e CV visam lucro por meio de atividades criminosas, diferentemente de outras formas clássicas de terrorismo.
Para o caso de eventual tratativa com governos estrangeiros, o senador afirmou que o Ministério das Relações Exteriores deve conduzir as tratativas pertinentes, buscando cooperação apenas para o combate às organizações criminosas. A posição foi dada uma dia após o anúncio dos EUA.
O anúncio americano detalhou a inclusão das facções na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras, com previsão de entrar em vigor a partir de 5 de junho. O movimento ocorreu após encontros entre Flávio Bolsonaro e autoridades dos EUA, incluindo o presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio.
O evento aconteceu na Casa Lide, localizada na Avenida Faria Lima, em São Paulo. O encontro também contou com a participação da deputada Adriana Ventura e do deputado Aguinaldo Ribeiro, que discutiram temas de tecnologia e regulação da inteligência artificial.
Repercussões e próximos passos
Durante o discurso, Pacheco voltou a sinalizar que 2027 deverá marcar o encerramento de sua carreira política. Ele afirmou ter concluído um ciclo e descartou disputar o governo de Minas Gerais ou integrar o STF, mantendo o foco em avaliações de carreira.
Em relação a Políticas internas, o senador comentou a crise envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, destacando a importância da defesa do direito ao contraditório e à presunção de inocência. Ele enfatizou a necessidade de distinguir questões políticas de jurídicas e policiais.
Sobre a agenda legislativa, Pacheco mencionou a discussão sobre o fim da escala 6×1. A ideia já é de conhecimento do Congresso, segundo ele, e o Senado deverá avaliar eventuais aprimoramentos no texto, conforme o ritmo institucional e o apoio público.
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