- O senador Rodrigo Pacheco informou que não disputará o Governo de Minas Gerais neste ano e pretende deixar a vida pública após o término do mandato, em janeiro.
- Ele também disse não ter nenhuma perspectiva de ser nomeado para o STF ou para outras cortes superiores.
- O anúncio oficial confirma a conversa de duas semanas com o presidente do PT, Edinho Silva, na qual afirmou que não participaria da disputa. Pacheco havia mudado de partido, do PSD para o PSB, em abril.
- O senador esteve no centro de disputas entre o governo Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com a recusa da indicação de Jorge Messias para o STF gerando repercussão política.
- Em MG, Pacheco apontou que o campo democrático progressista pode apresentar nomes como Josué Gomes e Jarbas Soares para a sua eventual candidatura, destacando a importância de escolha de um nome à altura.
O senador Rodrigo Pacheco, do PSB de Minas Gerais, confirmou nesta sexta-feira, 29, que não disputará o Governo de MG neste ano e pretende deixar a vida pública após o fim do mandato, em janeiro. A declaração ocorreu após um evento com empresários em São Paulo.
Pacheco também afirmou não ter nenhuma perspectiva de nomeação para o STF ou outra corte superior. Ele disse que não há intenção de ingressar em tribunais, mantendo o foco em sua decisão de encerrar o ciclo político com o sentimento de dever cumprido.
O anúncio oficial reforça uma conversa prévia com o presidente do PT, Edinho Silva, sobre a não participação na disputa. O senador filiara-se ao PSB em abril, em meio a articulações para viabilizar candidatura mineira.
Contexto político
A atuação de Pacheco o colocou no centro de disputas entre o governo Lula e o Senado, com divergências sobre a indicação para o STF. O tema gerou tensão entre o Palácio do Planalto e a Casa, após a tentativa de indicar Jorge Messias ao STF ser rejeitada em abril.
Pacheco destacou que houve entendimento entre ele e líderes partidários, ressaltando que a rejeição de Messias foi uma decisão soberana do Senado. Ele pediu que a relação entre o presidente da Casa e o presidente da República seja remendada para o benefício do país.
O senador, de 49 anos, já presidiu o Senado de 2021 a 2025, durante os governos Bolsonaro e Lula. Ele destacou que Minas Gerais possui nomes fortes para governar, citando possibilidades como Josué Gomes e Jarbas Soares, ambos ligados ao PSB.
[Ainda não foram incluídas citações diretas no texto, conforme diretrizes de evitar aspas duplas.]
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