- Leniel Borel, vereador, prestou depoimento nesta sexta-feira e afirmou acreditar em crime premeditado na morte de Henry Borel, incluindo a participação da mãe, Monique Medeiros.
- O depoimento ocorreu durante o julgamento em que Monique Medeiros e Jairinho são acusados de homicídio duplamente qualificado; Leniel testemunhou sobre o final de semana da morte e o relacionamento com Monique.
- O vereador relatou que Monique teve comportamento considerado “estranho” no fim de semana e que, na época, Henry demonstrou ansiedade ao ficar no apartamento da mãe.
- Leniel descreveu que, após a internação do menino, ele viu marcas e hematomas no corpo de Henry, e que a família foi informada de que a criança não resistiu.
- O laudo de necropsia aponta laceração no fígado com hemorragia interna como causa da morte, classificada como decorrente de ação contundente; Jairinho teria dito “vida que segue” após as tentativas de reanimação.
O pai de Henry Borel, Leniel Borel, prestou depoimento nesta sexta-feira, 29, no julgamento pela morte do filho. Ele afirmou acreditar em crime premeditado, incluindo possível participação da mãe, Monique Medeiros. O depoimento ocorreu durante a audiência em que Monique Medeiros e Jairinho respondem por homicídio duplamente qualificado.
Leniel descreveu os últimos dias de Henry e o relacionamento com Monique até a separação, em outubro de 2020. O vereador comentou que o comportamento de Monique no final de semana da morte pareceu estranho e afirmou que uma das situações o levou a pensar que o menino não teria sobrevivido.
A audiência ocorreu no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Monique e Jairinho saíram do tribunal antes da oitiva de Leniel; a professora precisou de atendimento médico após a exibição de imagens do cadáver, e Jairinho pediu dispensa.
Desdobramentos do depoimento
Leniel relatou que, após o divórcio, Henry demonstrou resistência a retornar ao edifício Magestic, na Barra da Tijuca. O vereador declarou que, na época, acreditava tratar-se de impactos da separação, mas hoje afirma ter perguntas sem resposta.
O depoimento também abordou a entrega da criança ao cuidado de Monique no dia da morte. Segundo Leniel, o menino ficou ansioso ao saber que dormiria na casa da mãe, apresentando mal-estar. O pai afirmou que não quis descumprir o acordo de guarda para evitar disputas.
A viúva de Henry acionou o hospital Barra D’Or após levar o filho ao médico, e a família foi informada de que a morte ocorreu após atendimento emergencial. O IML apontou laceração no fígado como causa da morte, atribuída a uma ação contundente.
Segundo Leniel, o médico legista indicou a existência de várias marcas no corpo da criança, com sinais de defesa perceptíveis. O juramento dos testemunhos ocorreu diante de cinco homens e duas mulheres que compõem o conselho de julgadores.
No encerramento dos trabalhos de emergência, Jairinho teria dito aos profissionais que a situação era irreversível, segundo o relato do pai. A defesa do casal sustenta versão divergente dos acontecimentos e busca esclarecer as causas da morte.
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