- O pastor Clive Johnston anunciou que vai recorrer da condenação por pregar próximo ao Hospital Causeway, em Coleraine, Irlanda do Norte.
- Ele foi considerado culpado por violar a Lei de Serviços de Aborto, relacionada às zonas de acesso seguro, por realizar sermões a menos de 100 metros do hospital em 2024.
- A Justiça aplicou multa de 450 libras esterlinas; o pastor afirma que a mensagem era baseada em João 3:16 e não mencionava o aborto.
- O caso é visto como precedente para liberdade religiosa e de expressão no Reino Unido; o Instituto Cristão presta apoio jurídico ao pastor.
- Reações internacionais incluem preocupação do Departamento de Estado dos Estados Unidos, apoio de Franklin Graham ao recurso e comentários de Jacob Rees-Mogg.
O pastor aposentado Clive Johnston anunciou que vai recorrer da condenação recebida por pregar próximo ao Hospital Causeway, em Coleraine, Irlanda do Norte. Ele foi considerado culpado por violar a Lei de Serviços de Aborto, relacionada às zonas de acesso seguro.
Segundo as autoridades, Johnston realizou sermões ao ar livre a menos de 100 metros do hospital em 2024. Durante uma das ministrações, policiais o orientaram a manter atividades religiosas em um espaço considerado seguro, como uma capelania. A Justiça o multou em 450 libras.
Johnston afirma que a mensagem pregada era baseada em João 3:16 e não mencionava o aborto. Alega que não protestava contra o aborto e que apenas pregava pacificamente, lendo a Bíblia e apontando a esperança em Jesus Cristo.
Repercussões e contexto
O pastor afirma que o veredito cria precedente que pode restringir a liberdade religiosa e de expressão no Reino Unido. O caso é visto como ameaça às manifestações públicas de fé em locais de grande circulação.
O Instituto Cristão acompanha o processo, prestando suporte jurídico. A organização sustenta que a decisão pode impactar liberdades fundamentais e questiona se o Estado pode criminalizar leituras bíblicas em espaços públicos.
A defesa aponta que não houve intimidação ou assédio, concentrando-se na possibilidade de criminalizar a pregação pacífica em locais públicos sob zonas de proteção ao aborto. A repercussão internacional ficou por conta do debate sobre direitos fundamentais.
O Departamento de Estado dos EUA manifestou preocupação com casos semelhantes, enquanto o evangelista Franklin Graham expressou apoio ao recurso. O deputado conservador Jacob Rees-Mogg classificou como extraordinário o resultado em país de tradição cristã.
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