- O Planalto classificou como deplorável a atuação de Eduardo e Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, que levou Trump a classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.
- Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro teriam se reunido com o presidente dos EUA, no início da semana, e, segundo Flávio, pedido para classificar as facções como terroristas.
- O governo brasileiro afirmou que não aceitará intervenção externa nem ações que ameacem a soberania nacional.
- O texto ressalta que medidas unilaterais podem enfraquecer o combate ao crime, prejudicar o compartilhamento de informações entre as polícias e impactar áreas como o sistema financeiro e o PIX.
- A soberania nacional é apresentada como inegociável e afirma que o Brasil define, por meio de suas instituições, leis e forças de segurança, como classifica o crime e atua no tema.
O governo federal classificou como deplorável a atuação de Eduardo e Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, que resultou, segundo a Presidência, na decisão de Donald Trump de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A reunião ocorreu no início da semana, quando Flávio Bolsonaro afirmou ter pedido ao presidente americano para incluir as facções em lista de terrorismo.
De acordo com a nota publicada pelo Palácio do Planalto, a atuação dos deputados e ex-deputado envolve defesa de intervenção estrangeira no Brasil, posição que o governo rejeita. O texto ressalta que o Brasil é soberano e que o combate às facções criminosas é função exclusiva das instituições brasileiras.
O Planalto reforça que cooperação internacional pode ocorrer, desde que respeite a soberania nacional. O comunicado alerta que medidas unilaterais vindas de fora podem enfraquecer o enfrentamento ao crime e comprometer compartilhamento de informações entre as polícias, além de potencialmente afetar o sistema financeiro e o PIX.
Defesa da soberania brasileira
O governo afirma que a soberania é inegociável e que qualquer interferência externa é inaceitável. Quem define o enquadramento jurídico e as estratégias de combate é o Brasil, com suas leis e forças de segurança. A nota reforça ainda a importância de manter a autonomia institucional diante de pressões externas.
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