- O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou dois policiais militares em São Leopoldo por corrupção, invasão de domicílio, lavagem de dinheiro e repasse de informações sigilosas.
- Segundo a denúncia, os PMs recebiam entre R$ 15 mil e R$ 20 mil por mês de integrantes ligados ao tráfico de drogas, em troca de omissão policial, proteção a pontos de venda e repasse de sigilos.
- O esquema seria contínuo e organizado, com divisão de valores, datas fixas para pagamentos e atuação coordenada entre os investigados, além de renda incompatível com o patrimônio declarado.
- Também são acusados de invadir uma residência em novembro de 2025, arrombando o local e levando dinheiro e drogas avaliados em mais de R$ 400 mil.
- As investigações apontaram uso de contas de terceiros e movimentações fracionadas para ocultar os valores, com o apoio de quebras de sigilo bancário.
Dois policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul por receber propina mensal de uma facção criminosa em São Leopoldo. A denúncia envolve corrupção, invasão de domicílio, furto qualificado, revelação de segredo funcional e lavagem de dinheiro. Ambos continuam presos preventivamente.
Segundo a investigação da 2ª Promotoria Militar de Porto Alegre, os PMs recebiam entre 15 mil e 20 mil reais por mês de integrantes do tráfico de drogas, em troca de omissão policial, proteção a pontos de venda de entorpecentes e repasse de informações sigilosas. O esquema era apresentado como contínuo e organizado.
A apuração aponta divisão de valores, datas fixas de pagamento e atuação coordenada entre os denunciados. Também houve identificação de incompatibilidade entre a renda oficial dos policiais e o padrão de vida declarado, indicativo de enriquecimento ilícito.
Entre as provas, o MPRS cita invasão de uma residência em novembro de 2025, com arrombamento, na qual teriam sido subtraídos dinheiro e drogas avaliados em mais de 400 mil reais. Os denunciados teriam utilizado contas de terceiros e movimentações financeiras fracionadas para ocultar os ganhos.
O Ministério Público contou com apoio do Núcleo de Inteligência, que forneceu quebras de sigilo bancário para embasar a denúncia. A investigação segue com diligências para esclarecer a extensão do envolvimento dos agentes e o funcionamento do esquema.
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