- Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, critica o prazo de transição para o fim da escala 6×1, dizendo que é curto e pode elevar custos e afetar serviços, como a coleta de lixo.
- A PEC aprovada pela Câmara reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais em duas etapas: de 44 para 42 horas em até 60 dias após a promulgação e, em até 12 meses, de 42 para 40 horas. O Senado ainda precisa discutir o texto.
- Nunes fez as observações durante evento promovido pelo Grupo Lide em São Paulo e pediu apoio ao presidente estadual do MDB, Baleia Rossi, para ampliar o prazo de transição.
- O prefeito citou o contrato de concessão da coleta de lixo, em torno de R$ 2,5 bilhões para 20 anos, para mostrar impactos de uma mudança abrupta na frequência de coleta, que poderia cair de três para duas vezes por semana em alguns bairros.
- O senador Davi Alcolumbre sinalizou que não bloqueará a tramitação, enquanto o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga, deve apoiar o fim da escala 6×1, segundo a reportagem.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou nesta sexta-feira (29) o tempo de transição definido pela Câmara para a implementação da escala 6×1. Ele afirma que o período é curto demais e pode elevar custos, além de afetar serviços públicos na capital, incluindo a coleta de lixo.
A Câmara aprovou uma emenda à Constituição que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, com transição em duas etapas. Primeiro, a redução de 44 para 42 horas em até 60 dias; depois, de 42 para 40 horas em até 12 meses. A PEC ainda precisa passar pelo Senado.
Nunes participou de evento do Grupo Lide em São Paulo, ao lado do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, que também esteve presente. O prefeito pediu apoio para ampliar o prazo de transição, argumentando que a mudança pode gerar impacto financeiro para contratos vigentes.
Para ilustrar o risco, o prefeito citou o contrato de concessão de coleta de lixo, avaliado em cerca de R$ 2,5 bilhões para 20 anos. Segundo ele, uma mudança abrupta exigiria ajustes na frequência de coleta em bairros atendidos com três coletas semanais, reduzindo o serviço a duas vezes por semana.
Impactos nos serviços e debate fiscal
Durante a fala, Rossi não comentou diretamente o pleito de Nunes, mas afirmou que senadores devem aprofundar o tema. O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga, tem sido apontado como favorável ao fim da escala 6×1. O tema seguirá em análise no Congresso, em tramitação prevista para seguir pelo rito normal na CCJ.
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