- O PT acusa o presidenciável Flávio Bolsonaro de buscar o comando do Planalto para “entregar” o Brasil aos Estados Unidos, após o anúncio de que EUA vão classificar PCC e CV como terroristas a partir de junho.
- Interlocutores do PT afirmaram ao Correio que a influência da família Bolsonaro na decisão dos EUA deixou claro o objetivo de Flávio na eleição de outubro.
- A acusação surge dias após Flávio e Eduardo Bolsonaro se reunirem com o presidente dos EUA, Donald Trump.
- O PT pretende posicionar Lula como representante da soberania brasileira diante da classificação norte‑americana das facções criminosas.
- O ministro Guilherme Boulos, coordenador da campanha de Lula, ironizou a participação da família Bolsonaro, questionando se os EUA também classificariam como terrorista a milícia ligada aos Bolsonaro.
O PT afirmou que o presidenciável do PL, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pretende vencer as eleições de outubro para, segundo a sigla, entregar o Brasil aos Estados Unidos. A alegação foi publicada após o governo norte-americano anunciar uma nova classificação de facções criminosas.
Segundo interlocutores do PT, a influência da família Bolsonaro no processo de decisão de Washington ficou evidente com a reclassificação de organizações criminosas, como PCC e CV, que passam a ser tratadas como terroristas a partir de junho. O partido afirma que o objetivo é cortar o espaço político de candidaturas contrárias.
A acusação ganhou contornos no debate em torno da soberania brasileira, alimentando a estratégia de comunicação da campanha de Lula. Edinho Silva, presidente nacional do PT e coordenador da campanha, reforçou que o tema envolve a posição do Brasil frente a pressões externas.
Reações e desdobramentos
O PT afirma que a defesa da soberania será central na resposta à ação dos EUA, com foco na análise de impactos sobre segurança pública e políticas internas. A cúpula do partido sustenta que o tema deve pautar a disputa eleitoral de forma factual e sem exageros.
Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência e também coordenador da campanha, comentou a reação do ambiente político, lembrando questionamentos sobre a participação da família Bolsonaro em encontros com autoridades norte-americanas. A declaração visou esclarecer a posição do governo federal.
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