- A Câmara aprovou o fim da escala 6×1; 183 dos 208 membros da Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo votaram a favor, cerca de oitenta e oito por cento.
- A Frente Parlamentar do Empreendedorismo reúne 208 deputados e defende inovação, modernidade, liberdade e produtividade.
- Apenas o NOVO e aMissão orientaram voto contrário; a liderança do PL pediu apoio, com alguns deputados do partido votando não.
- A liderança da oposição liberou seus parlamentares; a orientação geral para os demais partidos foi votar “Sim” à PEC.
- Parte dos políticos da direita justificou o voto favorável citando propostas como 4×3, com argumentos sobre custos e impacto ao trabalhador e à economia.
A Câmara dos Deputados aprovou a PEC que encerra a escala 6×1, considerada uma prioridade entre a Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo (FPE). A votação ocorreu na quarta-feira (27) e envolve mudanças na jornada de trabalho. A decisão foi tomada no Plenário, sem indicação de veto imediato.
Segundo registros da Câmara, 183 dos 208 membros da FPE votaram a favor da redução forçada da escala de trabalho. O apoio da frente representa cerca de 88% de seus integrantes, indicando alinhamento significativo entre seus membros com a medida.
A Frente Parlamentar do Empreendedorismo, grupo com pautas de inovação, liberdade e produtividade, reuniu deputados de diferentes partidos. A lista de votantes inclui representantes de MDB, PP, PL, PSD e outras siglas, com apoio majoritário do bloco. Apenas NOVO e a missão, com um único deputado, orientaram voto contrário, enquanto a liderança do PL ficou dividida.
Voto dos partidos e temas correlatos
A adesão à PEC foi regimentada pela orientação de cada legenda. A liderança da oposição liberou seus parlamentares para votar, com orientação de apoio à proposta para a maior parte das siglas. Mesmo entre aliados, houve desgastes: onze integrantes do PL votaram contra a PEC.
Comentários e explicações do espectro da direita
Diversos integrantes da direita defenderam o fim da escala 6×1 citando a necessidade de maior flexibilidade e produtividade. Um parlamentar afirmou defender uma escala 4×3 como alternativa, enquanto outro destacou a tentativa de evitar populismo durante o debate. Há ainda questionamentos sobre custos de transição e impactos diretos ao mercado de trabalho.
Reações e próximos passos
A decisão gera expectativa sobre impactos na competitividade de empresas e na política trabalhista. O governo não divulgou posição oficial no momento, mantendo foco em possíveis ajustes regulatórios. O tema segue sob monitoramento de comissões e deverá tramitar em outras etapas no Congresso.
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