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TCE investiga contrato de R$ 185 milhões do governo de Raquel Lyra

TCE investiga contrato de R$ 185 milhões entre governo de Raquel Lyra e Cetus Construtora por irregularidades, superfaturamento e ausência de análise da PGE

Governo Raquel Lyra aparece envolvido em suposta irregularidade de milhões de reais com Cetus Construtora
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  • O Tribunal de Contas de Pernambuco abriu auditoria para investigar contrato de manutenção de escolas no valor superior a R$ 185 milhões entre o governo de Raquel Lyra e a Cetus Construtora.
  • A Cetus estava impedida de contratar com o poder público por sanção da prefeitura de Belo Horizonte, mas foi contratada em 11 de junho de 2025 sem análise prévia da Procuradoria-Geral do Estado.
  • Questiona-se a licitação, já que a Cetus ofereceu preço médio superior ao de outra empresa habilitada, sugerindo escolha por valor maior.
  • A auditoria aponta irregularidades como assinatura por pessoa sem vínculo formal com a empresa, superfaturamento em aditivo de 25% e uso de “manutenção” para serviços de obra, reforma e ampliação.
  • Há ainda indicativos de pagamentos em duplicidade, subcontratações sem registro formal, discrepâncias entre medições e pagamentos, e omissões de documentação/licitações em plataformas oficiais.

O Tribunal de Contas de Pernambuco abriu uma auditoria para apurar um contrato de manutenção de escolas firmado entre o governo do estado, comandado por Raquel Lyra, e a Cetus Construtora. O contrato, de cerca de 185 milhões de reais, envolve alleged irregularidades e superfaturamento, segundo a avaliação inicial. A construtora estaria impedida de contratar com o poder público, mas foi contratada de forma questionada em 11 de junho de 2025. A assinatura ocorreu sem análise prévia da Procuradoria-Geral do Estado.

O resumo das suspeitas aponta que a Cetus estaria inidônea, conforme cadastro da Controladoria-Geral da União, e que houve falha em observar normas estaduais. O preço apresentado pela Cetus na ARP foi superior ao de concorrente habilitada, o que sugere violação do princípio da economicidade. A contratação também ocorreu sem envio para a PGE analisar a legalidade do ato.

Detalhes da auditoria e irregularidades

Entre as irregularidades apuradas constam a assinatura do contrato sem a devida análise jurídica prévia e a existência de aditivo de 25% com itens novos, baseados em pesquisa de preços da própria Cetus. Pontos apontados incluem superfaturamento em itens com variações expressivas de preço, como instalação de ar-condicionado com sobrepreço significativo.

Relatórios indicam ainda fraudes na representação legal da empresa, com documentos assinados por pessoa sem vínculo formal com a Cetus. Existem também indícios de pagamentos em duplicidade, uso de imagens repetidas em boletins de medição e suposta subcontratação irregular de trabalhadores de outras empresas.

Eixos de verificação

Outros aspectos envolvem irregularidades em medições, com sobreposição de áreas e ausência de abatimentos para áreas não executáveis. O desvio de objeto, com serviços de obra apresentados como manutenção, também é alvo de apuração. Existe ainda discrepância entre valores liquidados e boletins de medição, e ocultação de contratos em portais públicos.

Envolvidos e desdobramentos

A auditoria envolve a Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE-PE) e outros contratos, incluindo estados de saúde, com adesa semelhante à Cetus. O pedido de abertura partiu do deputado Romero Albuquerque, ligado ao PSB, e a decisão foi proferida pelo conselheiro Rodrigo Novaes.

A reportagem buscou esclarecimentos com o governo Raquel Lyra sobre a auditoria e a relação com a Cetus; a Secretaria afirmou que acompanhará o andamento, e o portal de transparência não terá dados adicionais até novo posicionamento oficial.

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