- Agentes do Gabinete de Segurança Institucional localizaram vestígios de grampo antigo no gabinete do governador no Palácio Guanabara, durante varredura de rotina realizada na terça-feira (26).
- Segundo o governo, o material de escuta ambiental aparenta ser antigo e não estava em funcionamento.
- O atual governador interino é o desembargador Ricardo Couto, que acumula funções entre o Palácio Guanabara e o Tribunal de Justiça.
- A governança do Rio de Janeiro está em disputa no Supremo Tribunal Federal, que mantém o desembargador no posto por liminar; o presidente da Alerj, Douglas Ruas, pediu formalmente ao STF que assuma o governo.
- O caso tramita no STF, com a vista solicitada pelo ministro Flávio Dino ainda não devolvida; Ruas busca a vaga na linha sucessória após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro.
O GSI encontrou vestígios de um grampo antigo no gabinete do governador do Rio de Janeiro, no Palácio Guanabara. O material, usado para escuta ambiental, foi localizado durante varredura de rotina na terça-feira, 26 de maio.
Segundo o governo, o item encontrado aparenta estar desativado, sem função operacional no momento. A apuração segue em análise para definir origem e finalidade do equipamento.
Ricardo Couto, desembargador e governador interino, compõe a subseção administrativa entre o Palácio Guanabara e o Tribunal de Justiça. O cargo é objeto de disputa judicial no STF. A corte mantém o interino no posto por liminar.
A Assembleia Legislativa protocolou, nesta quinta-feira, 28, um pedido para que o presidente da Alerj assuma o governo, caso a situação vencedora na linha sucessória seja definida. O caso aguarda vista do ministro Flávio Dino.
Historicamente, Couto assume funções no Guanabara e no TJ. O estado permanece sem vice-governador desde a saída de Thiago Pampolha para o TCE. Rodrigo Bacellar, atual presidente da Alerj, estava afastado por investigação de vazamento de informações.
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