- O texto critica a imprensa atual pela pressa, pelo like de especialistas e pela disseminação de desinformação, contrastando com o jornalismo de décadas passadas.
- Recorda a era da Veja nos anos setenta, com reportagens de campo e viagens para fronteiras de territórios indígenas, destacando a capilaridade da cobertura na época.
- Aponta que, na eleição brasileira recente, há poucos debates com propostas de governo e predomínio de escândalos, citando a presença de um banqueiro corrupto e a ausência de projeto claro para o país.
- Questiona o alinhamento de forças extremistas com figuras internacionais e ressalta que a eleição brasileira não depende de políticas externas, mas do que é apresentado pelos candidatos.
- Relata a censura da ditadura militar, incluindo um caso de empastelamento, e afirma que a realidade e a democracia são forças que, com o tempo, prevalecem.
Em memória, um jornalista veterano relembra mudanças marcantes no jornalismo brasileiro. A narrativa parte dos anos 1970, quando ainda havia viagens de repórter para buscar grandes reportagens. O foco é a transição entre uma imprensa exploratória e a redação atual.
No período citado, o repórter acompanhou de perto povos indígenas na região entre Amazonas e Mato Grosso. Em deslocamentos de avião pequeno, registrou encontros que viram matéria de capa na Veja, destacando a participação de figuras como Cláudio Villas Boas. A reportagem ocupou várias páginas da revista.
As mudanças no cenário de imprensa vão além das coberturas. O relato aponta a presença de mesas redondas de especialistas, hoje substituídas por respostas rápidas e, às vezes, expressões como eu acho. Segundo o texto, há saturação de informações falsas e apurações pouco profundas.
A violência de restrições também é mencionada. Em algum momento da história, a censura física era comum em redações, com militares controlando o que poderia ou não ser publicado. O episódio de empastelamento de uma edição do Correio Braziliense ilustra esse período.
A transição democrática é apresentada como um marco. Com o retorno da democracia, afirma-se que a realidade passou a prevalecer sobre narrativas políticas dogmáticas. O texto cita ainda uma viagem de 1980 pela União Soviética, destacando a denúncia de que o cinismo ideológico perdurou sob o regime.
O conjunto da narrativa aponta para um aconselhamento histórico: a evolução do jornalismo depende da verificação de fatos, da distância em relação a modismos e da capacidade de apurar com rigor. O autor afirma que a verdade tende a prevalecer, ainda que demore a chegar.
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