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Apoiador bilionário de Carroll contra Trump diz que inquérito silencia críticos

Investigações da Justiça sobre doações de Reid Hoffman para apoiar Carroll contra Trump, com Hoffman alegando tentativa de silenciar críticos

Reid Hoffman in New York City on 12 October 2023.
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  • A justiça dos Estados Unidos abriu investigação criminal sobre as doações feitas por Reid Hoffman para apoiar ações de E Jean Carroll contra o ex-presidente Donald Trump.
  • Hoffman afirmou publicamente que a investigação visa “silenciar” críticos do presidente.
  • Carroll recebeu 5 milhões de dólares em 2023 e mais 83 milhões de dólares em uma ação de difamação em 2024; Trump nega as acusações.
  • A organização sem fins lucrativos associada a Hoffman, American Future Republic, é investigada por pagamentos ao escritório Kaplan Hecker & Fink, que representou Carroll.
  • A própria investigação envolve relatos de financiamento e a participação de Carroll; o DOJ não comenta investigações em andamento, e o caso segue em pauta na Suprema Corte para possível apreciação.

Reid Hoffman, bilionário e doador, afirma publicamente que uma investigação criminal do Departamento de Justiça sobre doações usadas para financiar ações de E Jean Carroll contra o ex-presidente Donald Trump visa silenciar críticos ao governo. A declaração foi feita após a imprensa indicar que o DOJ abriu apuração sobre financiamentos envolvidos nos casos.

Carroll acusa Trump de abuso sexual ocorrida há décadas em uma loja de Nova York e foi indenizada em 5 milhões de dólares em 2023, além de mais 83 milhões na ação de difamação no ano seguinte. Trump nega as acusações e as decisões estão sob recurso.

A organização sem fins lucrativos associada a Hoffman, American Future Republic, é alvo de investigação por pagamentos a Kaplan Hecker & Fink, escritório que representou Carroll. O DOJ não comentou sobre investigações em andamento, e a advogada de Carroll, Roberta Kaplan, também não comentou além do que consta em registros públicos.

Declarações públicas e contexto

Hoffman escreveu em uma postagem no X que Trump investiga-o por ter apoiado a ação de Carroll. Em Substack, ele afirmou que Trump não pode usar o poder do governo para enfrentar quem apoia mulheres que denunciam abuso. O bilionário ressaltou que a investigação parte de seu apoio ao caso.

Com patrimônio estimado em 2,2 bilhões de dólares, Hoffman acrescentou que o argumento da investigação é problemático, já que houve uma decisão de júri responsabilizando Trump e uma confirmação em recurso. Em sua visão, o presidente deveria concentrar-se em problemas reais, como a queda dos preços de combustível.

Hoffman também pediu que Trump trabalhe para reduzir o custo de vida, em especial o combustível, ao invés de mover ações judiciais retaliatórias contra apoiadores. O empresário declarou que não se submeteria a pressões e que continuará defendendo as pessoas que apoiaram Carroll.

Desdobramentos legais

A apuração, que envolve a forma e a origem de financiamentos a Carroll, também examina se Carroll informou de forma incorreta que os casos eram patrocinados de modo contingente. Desde a deposição, houveram relatos de que a advogada de Carroll informou judicialmente que fontes adicionais de financiamento teriam sido adquiridas por uma organização sem fins lucrativos para cobrir despesas.

Uma corte de apelações afirmou não haver evidência de envolvimento direto de Carroll na captação de recursos nem de recebimento de faturas relacionadas ao financiamento externo antes ou depois de o escritório de advocacia obter esse apoio.

A natureza da investigação tem apresentado informações conflitantes. O escritório do procurador de Chicago, Andrew Boutros, disse que não houve abertura de investigação criminal contra Carroll. A tensão envolve ainda o debate no Supremo sobre o valor da indenização de Carroll e possíveis recursos contra a decisão.

Contexto político e histórico

Hoffman tem histórico de oposição a Trump, tendo contribuído com campanhas democratas, inclusive com a vice-presidente Kamala Harris em 2024. O empresário também esteve sob escrutínio por ligações com Jeffrey Epstein, com informações de e-mails que indicam visitas e encontros até 2018.

Trump chegou a mencionar publicamente a possibilidade de pedir investigações sobre Epstein envolvendo democratas, incluindo Hoffman. Hoffman negou ter qualquer relação com Epstein além de atividades relacionadas à universidade onde atuou.

O tema da apuração ocorre em um momento em que o Supremo prepara-se para decidir se aceita o caso da condenação de Carroll ou se reabre debates sobre os valores da indenização. Trump sinalizou verificar judicialmente a decisão no âmbito do Supremo.

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