- Peritos descartam acidente doméstico e apontam violência física como causa da morte de Henry Borel, com lesões em momentos diferentes.
- O perito Luiz Carlos Leal Prestes afirmou que “o acidente doméstico está totalmente descartado” e descreveu três momentos de agressão distintos.
- O médico-legista Luiz Airton Saavedra confirmou que Henry já chegou sem vida ao hospital, destacando a relação entre as agressões e o desfecho fatal.
- Monique Medeiros e Jairinho deixaram o plenário por problemas de saúde durante a sessão, deixando de acompanhar o depoimento de Leniel Borel.
- Leniel Borel, pai da vítima, emocionou-se ao relatar o comportamento de Henry antes de retornar ao apartamento e afirmou que, se soubesse o que sabe hoje, “eu teria sumido do país com o meu filho”.
O quinto dia do julgamento de Jairinho e Monique Medeiros revelou avanços relevantes para a acusação. Peritos e médicos-legistas mostraram que o cenário não foi um acidente doméstico, conforme defendido pela defesa, e apontaram violência física contra Henry Borel, de quatro anos, em momentos distintos. A sessão ocorreu na capital fluminense, começando pela manhã e se estendendo até a madrugada.
Peritos afastam a hipótese de acidente
O perito Luiz Carlos Leal Prestes afastou a tese de acidente doméstico, afirmando que as lesões tinham distribuição e gravidade compatíveis com agressões intencionais. Segundo o especialista, três momentos de violência teriam ocorrido, cada um gerando lesões em locais diferentes do corpo.
O médico-legista Luiz Airton Saavedra confirmou as conclusões, destacando que Henry chegou já sem vida ao hospital da zona oeste do Rio. A análise considerou a cronologia entre agressões e atendimento médico, fortalecendo a linha de apuração da acusação.
Réus deixam a sessão
Durante a exposição dos trabalhos, Monique Medeiros pediu licença médica após sentir mal-estar diante das imagens da necropsia projetadas no plenário, recebendo autorização para deixar a sessão. Horas depois, Jairinho também ausentou-se para atendimento médico, citando necessidade de medicação.
Leniel Borel, pai da vítima, foi quem viu a narrativa ganhar força. Em depoimento emocionado, ele descreveu Henry resistindo a retornar ao apartamento após as visitas à avó, mencionando situações de sofrimento durante o trajeto. O relato trouxe tom humano ao dia de debates técnicos.
O pai recordou episódios de choro e vômito em deslocamentos entre casa e o apartamento do casal. Também mencionou relatos de comportamentos estranhos do padrasto, que, segundo ele, foram minimizados pela mãe. Leniel afirmou que, se soubesse naquela época o que sabe hoje, teria agido de maneira diferente.
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