- Governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), monitora a possibilidade de abrir palanque para Flávio Bolsonaro (PL) no estado, mas ainda não confirmou apoio.
- Ela disputa o apoio de Lula com João Campos (PSB) e mantém a situação em banho-maria enquanto observa a movimentação política local.
- Pesquisa Datafolha aponta empate no primeiro turno entre Raquel e Campos, com vantagem da governadora no cenário de segundo turno.
- PL quer apoio explícito de Raquel; caso não haja alinhamento, a sigla avalia abrir espaço para apoio branco.
- Raquel mira apoiar Túlio Gadêlha (PSD) e Miguel Coelho (União Brasil) ou Eduardo da Fonte (PP) para o governo, enquanto o PSD também tem Ronaldo Caiado (pré-candidato à Presidência) no cenário.
A direita observa os movimentos da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), para definir apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no estado. A estratégia visa consolidar palanque para o pré-candidato à Presidência.
Raquel busca manter coalizão ampla, que envolve setores de direita, centro e até petistas, enquanto avalia o sinal de Lula com João Campos (PSB). A governadora ainda não prometeu apoio explícito a Flávio.
João Campos é visto como lulista e figura da esquerda em Pernambuco, mas também busca sinais de endosso do presidente. Lula teria conhecido a interlocução com Campos nesta semana, mantendo espaço para acordos.
Segundo pesquisa Datafolha nesta semana, Raquel lidera com 48% das intenções de voto no primeiro turno, contra 43% de Campos. No segundo turno, Raquel tem 51% e Campos, 44%.
Na prática, não houve anúncio de palanque único de Lula para Campos, o que mantém Raquel em posição de esperar e negociar. O presidente e Campos mantiveram contato nesta quinta-feira em Brasília.
O PL gosta da ideia de apoio explícito de Raquel a Flávio, mas pode aceitar apenas um apoio branco, sem compromisso formal. A rejeição a alianças forçadas aparece entre informes de bastidores.
Além disso, o PSD de Raquel tem Ronaldo Caiado (GO) como pré-candidato à Presidência, o que complica a definição de alianças nacionais para 2026.
Entre aliados de Flávio, a expectativa é de uma campanha mais centrada no apoio de senadores e deputados, com dificuldades reconhecidas para um palanque amplo no estado.
Raquel avalia apoiar Túlio Gadêlha (PSD) e Miguel Coelho (União Brasil) ou Eduardo da Fonte (PP). Contudo, a relação com Da Fonte estaria estremecida e investigações sobre emendas a Coelho seguem sob observação.
Flávio atua ao lado de Anderson Ferreira (PL), mas há dúvidas se o senador eleito realmente disputará o Senado. Nomes como Mendonça Filho e Gilson Machado aparecem como base comum a Raquel e Flávio.
As articulações seguem, com decisões esperadas entre meados de julho e início de agosto, próximo às convenções partidárias. O cenário permanece em aberta indefinição, sem confirmação de palanques finais.
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