- Pesquisa Meio/Ideia aponta Lula com 46,5% e Flávio Bolsonaro com 41,4% em eventual segundo turno, indicando queda de Flávio.
- Recuo foi mais acentuado entre eleitores com renda acima de cinco salários mínimos, jovens de 16 a 24 anos e quem se identifica como centro-direita.
- Analistas citados dizem que a perda ocorre entre o eleitorado intermediário, fundamental para ampliar a base de apoio além da direita tradicional.
- Centro-direita é descrita como grupo que pode mudar o voto e rejeita tanto Lula quanto o bolsonarismo mais duro, representando espaço para moderação e previsibilidade econômica.
- A campanha busca reconquistar esse eleitorado, enquanto episódios como visita a Donald Trump e discurso sobre segurança pública fortalecem a base bolsonarista.
A queda de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas chega em um momento decisivo, justamente entre o eleitorado que pode ampliar sua candidatura. A sondagem Meio/Ideia, divulgada nesta quinta (28), aponta Lula (PT) com 46,5% e Flávio Bolsonaro com 41,4% em um eventual segundo turno.
O recuo de Flávio foi mais intenso entre quem ganha acima de cinco salários mínimos, jovens de 16 a 24 anos e eleitores de centro-direita. Analistas do Mapa de Risco, do InfoMoney, destacam que esse grupo não é o núcleo duro do bolsonarismo, mas tende a ser decisivo para ampliar votações nacionais.
Perfil do eleitorado centro-direita
Segundo a cientista política Graziella Testa, esse segmento ainda pode mudar o voto. Eles costumam rejeitar Lula e também o bolsonarismo mais ideológico, buscando moderação. Esse eleitorado é diferente de quem vota automaticamente por identidade partidária.
Esses eleitores são descritos como estratégicos, avaliando custo-benefício antes de decidir. A centro-direita, nesse contexto, representa uma janela para candidaturas que ofereçam estabilidade econômica e institucional, além de previsibilidade.
Impacto na campanha de Flávio
Flávio vinha ganhando espaço nesse espaço modulado ao longo dos últimos meses, buscando uma imagem menos confrontacional que a do pai. Pesquisas mostravam aproximação de Lula em alguns cenários de segundo turno.
A recuperação do senador depende de reconquistar justamente esse eleitorado intermediário, além de mobilizar a base tradicional. A campanha tem reforçado pautas econômicas e previsibilidade, com menor ênfase em temas polarizadores.
Desafios e estratégias em curso
Visitas internacionais, como a de representantes a aliados, são parte do esforço para consolidar a base bolsonarista. Ao mesmo tempo, a equipe trabalha para manter a percepção de governança estável. Episódios sobre integridade continuam no foco de moderados.
Especialistas apontam que a solução para Flávio não passa apenas pela mobilização dos apoiadores históricos, mas pela reinserção do eleitorado que pode mudar de posição até a votação. A campanha acompanha esse equilíbrio.
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