- Leandro Grass, pré-candidato do PT ao governo do Distrito Federal, negou em nota neste sábado a existência de uma chapa do PT com o ex-governador José Roberto Arruda (PSD).
- Grass deixou o cargo de presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) para oficializar sua pré-candidatura, conforme a regra de desincompatibilização eleitoral.
- O Correio informou que Arruda tem feito aproximações com Grass para formar uma chapa conjunta visando disputar o governo do DF; Arruda disse ter respeito por todos os candidatos e apenas diálogo democrático.
- Arruda pode ser impactado pela Lei da Ficha Limpa, que teve mudanças na inelegibilidade aprovadas no ano passado, cuja derrubada pelo STF pode reativar prazos anteriores.
- O julgamento no STF estava 2 x 0 para derrubar a nova lei, mas o ministro Gilmar Mendes pediu vista na quinta-feira, 28 de maio, gerando indefinição sobre o futuro da elegibilidade de Arruda.
Leandro Grass, pré-candidato do PT ao governo do Distrito Federal, negou, em nota publicada neste sábado, a existência de qualquer acordo com o ex-governador José Roberto Arruda (PSD). A afirmação chega após surgirem rumores sobre uma chapa conjunta entre as duas lideranças.
Segundo Grass, a informação sobre uma composição com Arruda não procede. O pretenso objetivo, diz ele, é fortalecer a unidade do PT e avançar com um programa de governo construído junto à população.
Grass havia deixado o cargo de presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) para oficializar a sua pré-candidatura. A desincompatibilização é exigência da Justiça Eleitoral para ocupantes do Executivo que desejam disputar eleições.
O político, sociólogo e ex-deputado distrital entre 2019 e 2022 chegou ao segundo lugar no pleito de 2022, ficando atrás de Ibaneis Rocha (MDB). Na ocasião, disputou o governo do DF no primeiro turno.
Nessa sexta-feira, 29 de maio, o Correio informou que Arruda vinha articulando nos bastidores uma chapa com Grass. O ex-governador, também pré-candidato ao Palácio do Buriti, teria sinalizado simpatia pela parceria para ampliar potes de votos.
Em nota, Arruda ressaltou manter diálogo respeitoso com todos os candidatos, sem confirmar aliança. O ex-governador afirmou que todas as candidaturas são legítimas e cada projeto deve ser apresentado ao eleitor.
O cenário jurídico envolve mudanças na Lei da Ficha Limpa, aprovadas no ano passado, que reduziram o período de inelegibilidade. A validade dessas alterações pode ser revisada pelo STF, com o risco de retorno aos prazos antigos.
O julgamento pelo STF parou temporariamente após o ministro Gilmar Mendes pedir vista, o que pode manter a situação atual. Se a lei for revogada, Arruda ficaria inelegível até 2030, impedindo sua candidatura neste ano.
Cenário jurídico
A possível reversão das alterações na Lei da Ficha Limpa é o ponto central. Enquanto o STF analisa, o tema influencia estratégias de alianças. Deputados e aliados aguardam decisão que pode alterar prazos e candidaturas em Brasília.
Entre na conversa da comunidade