- Lula defendeu que a promoção da cultura seja uma política de Estado, durante o lançamento da plataforma Tela Brasil, streaming público e gratuito de audiovisual brasileiro.
- O presidente destacou que o Brasil alcançou 16 mil Pontos de Cultura, projetos financiados pelo Ministério da Cultura e executados por entidades públicas e da sociedade civil.
- Em seu discurso, criticou privatizações da BR Distribuidora, em 2021, e da Liquigás, em 2020, questionando benefícios para a população.
- Disse que as medidas do governo para conter a alta dos combustíveis teriam mais efeito se as distribuidoras não fossem privadas, mencionando isenção de PIS e Cofins e repasse aos estados para evitar aumento do ICMS.
- Anunciou cooperações com África e América Latina, com intercâmbios entre universidades federais e africanas, e a inauguração, em junho, das novas estruturas da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) em Foz do Iguaçu, além de convênios e cursos a distância.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, neste sábado, no Rio de Janeiro, que a promoção da cultura seja uma política de Estado. Ele participou do lançamento da Tela Brasil, plataforma pública e gratuita de audiovisual. A fala ocorreu durante o evento de lançamento.
Lula afirmou que a cultura ensina, abre horizontes e permite enxergar além do que era visível. O presidente destacou o alcance de 16 mil Pontos de Cultura, financiados pelo Ministério da Cultura e implementados por entidades públicas e não governamentais.
Críticas a privatizações
Durante a cerimônia, Lula criticou a privatização da BR Distribuidora ocorrida em 2021 e da Liquigás, em 2020. Segundo o presidente, a venda compromete o controle de preços de combustíveis e de gás.
Ele citou medidas do governo para conter a alta dos combustíveis, como isenção de PIS e Cofins e repasse de recursos aos estados para reduzir o ICMS. Porém, afirmou que a privatização prejudicou a capacidade de controle.
Cooperação internacional
Ao encerrar a Semana da África, ele detalhou intercâmbios educacionais entre universidades federais e nações africanas. Em relação à América Latina, Lula informou que a Unila terá novas estruturas inauguradas em junho, em Foz do Iguaçu, após paralisação.
O presidente ressaltou a intenção de ampliar convênios com países latino-americanos e a expansão de cursos a distância para disseminar conhecimento. Por fim, convidou a sociedade a participar de uma transformação estrutural no país.
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