- Minas Gerais acertou 92% dos resultados das eleições presidenciais, com 12 acertos em 13 disputas desde 1945 até 2022.
- A diferença entre vitória e derrota no estado se deve à existência de 13 Regiões Geográficas Intermediárias, que refletem diversidades socioeconômicas e culturais e geram comportamentos eleitorais distintos.
- Em 1950, Getúlio Vargas não venceu em Minas; Eduardo Gomes teve a maior votação no estado e Vargas ficou em segundo lugar, apesar de ser eleito nacionalmente.
- O estado tinha, em 1950, 1.936.691 eleitores, tornando Minas o segundo maior colégio eleitoral do Brasil na ocasião.
- Em 2022, Minas reproduziu a polarização nacional, com Lula obtendo 50,20% dos votos válidos no estado e Bolsonaro 49,80%, frente a 50,90% a 49,10% em todo o país.
Minas Gerais acertou 92% dos resultados das eleições presidenciais. Em 13 disputas entre 1945 e 2022, os presidentes eleitos venceram no Estado 12 vezes. A taxa mostra o alinhamento entre o estado e o resultado nacional, mesmo diante de variações regionais.
A explicação está na organização regional do estado. Minas é dividido em 13 Regiões Geográficas Intermediárias, com características socioeconômicas e culturais distintas. Essas particularidades geram comportamentos eleitorais diferentes dentro de uma mesma unidade federativa.
Vargas venceu sem conquistar Minas em 1950
Em outubro de 1950, Getúlio Vargas disputou o retorno ao poder, enfrentando Eduardo Gomes e Cristiano Machado. Minas, com 1.936.691 eleitores, tinha o segundo maior colégio eleitoral do país. Eduardo Gomes liderou no estado com 441.690 votos; Vargas ficou em segundo, com 418.194. Vargas foi eleito presidente e governou até 1954, quando faleceu. Foi a única disputa entre 1945 e 2022 em que Minas não apontou o vencedor nacional.
Eleição de 2022 espelhou a polarização nacional
Na eleição de 2022, Lula obteve 50,20% dos votos válidos no estado, frente a 49,80% de Bolsonaro. No agregado nacional, o petista teve 50,90% contra 49,10%. O estreito resultado mineiro refletiu a dinâmica de polarização observada no país, com um ciclo eleitoral marcado por alta participação e disputa intensa entre os candidatos.
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