- Abelardo de la Espriella, de 47 anos, é advogado conhecido pela controvérsia e lançou a campanha presidencial na Colômbia pelo movimento Defensores da Pátria, assumindo posição de outsider e discurso autoritário.
- Pesquisas o colocam em segundo lugar, atrás de Iván Cepeda, e ele aparece como o principal candidato da oposição ao governo do presidente Gustavo Petro, sem filiação a partido político.
- Propõe endurecer a segurança, reativar a fumigação aérea contra plantações ilícitas, usar as Forças Armadas, fortalecer alianças com Estados Unidos e Israel e adotar o “Plano Colômbia 2.0” para frear o narcotráfico; também propõe reduzir a carga tributária e manter contratos de exploração de petróleo.
- Tem histórico de ações judiciais contra jornalistas e acusações de sexismo; episódios envolvendo entrevistas e uma publicação geraram críticas, mas não frearam sua posição nas pesquisas.
- Conta com apoio de partidos conservadores, como Movimento de Salvação Nacional e Creemos, e pode receber apoio do Centro Democrático caso Paloma Valencia não avance; se apresenta como defensor de valores religiosos e tolerância zero à corrupção.
Abelardo de la Espriella, advogado de perfil polêmico, tornou-se candidato à Presidência da Colômbia com uma clara promessa: interromper a continuidade do governo do presidente Gustavo Petro. O movimento Defensores da Pátria lançou sua campanha no final de 2025, chamando a atenção do eleitor conservador e apresentando-se como outsider.
Sua narrativa gira em torno de uma direita radical que utiliza o espetáculo para polarizar o debate. De la Espriella se coloca como o principal opositor do governo Petro, promovendo propostas firmes de segurança, ordem pública e combate à violência.
O que aconteceu, quem está envolvido e onde
A candidatura ganhou tração após a formalização com 4,8 milhões de assinaturas, em Bogotá, novembro de 2025. O cenário de fragmentação direita favoreceu o crescimento da legenda acima de outras lideranças, segundo consultas de opinião.
De la Espriella aparece como figura de maior proeminência do movimento, apoiado por aliados de partidos conservadores e por grupos que buscaram consolidar um polo anti-Petro. Sua posição de outsider é reforçada pela ausência de mandato público ou contratos estatais.
Quando e por que avançou
A ascensão ocorreu num período de instabilidade política, com mudanças internas no centro-direita. O assassinato de outro candidato e a crítica aos rumos do bloco opositor contribuíram para que o discurso de firmeza de De la Espriella ganhasse espaço junto ao eleitorado que rejeita o governo atual.
Sua estratégia mira a polarização e a construção de uma imagem de proteção à segurança pública, defendendo ações enérgicas contra criminosos e uma relação mais estreita com potências estrangeiras para apoio militar e de combate às drogas.
O que propõe e o motivo declarado
Entre as medidas promovidas está a reativação de ações de fumigação e o uso de forças armadas para enfrentar grupos criminosos. Também defende acordos estratégicos com Estados Unidos e Israel para ampliar o equipamento do Exército colombiano.
No campo econômico, a proposta inclui reduzir a carga tributária e diminuir o tamanho do Estado. O plano prevê manter a exploração de petróleo e revisar relações diplomáticas com a Venezuela apenas em condições democráticas estáveis.
Controvérsias e atuação na mídia
De la Espriella tem histórico de disputas judiciais com jornalistas, incluindo ações por difamação. Acompanhando esse perfil, recebeu críticas da imprensa por postura em debates e por episódios envolvendo comportamento considerado sexista.
Apesar das controvérsias, suas candidaturas cresceram, impulsionadas por um discurso claro de ruptura com o establishment e pela presença midiática que o tornou figura central do debate político colombiano.
Contexto e desdobramentos
O cenário político na Colômbia mostra uma direita fragmentada, com apoio de setores que migraram entre movimentos conservadores. A trajetória de De la Espriella demonstra como o discurso de autoridade e espetáculo pode redefinir a disputa presidencial, mesmo sem filiação partidária formal.
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