- O presidente Gustavo Petro disse que não aceita os resultados da contagem preliminar das eleições na Colômbia, que mostram seu aliado Iván Cepeda com 40,9% de votos, ante 43,7% de Abelardo de la Espriella.
- Com 100% das urnas pré-apuradas, Cepeda fica quase três pontos atrás do líder Espriella, contrariando pesquisas da semana anterior que apontavam vantagem para Cepeda.
- Petro criticou a empresa privada Thomas Greg & Sons, envolvida na apuração, associando-a a suposta fraude eleitoral e citando controvérsia de 2023 sobre licitações de passaportes.
- Cepeda informou haver discrepâncias no cadastro eleitoral, mencionando cerca de 885 mil fichas de inscrição que precisam ser verificadas.
- Organismos internacionais defendem a confiabilidade do sistema colombiano; a apuração final só terá validade após a contagem oficial.
Gustavo Petro afirmou neste domingo que não aceita os resultados da contagem preliminar das eleições na Colômbia, que apontam seu aliado Iván Cepeda atrás do líder Abelardo de la Espriella. O julgamento não é definitivo, pois é uma apuração inicial.
Com 100% das urnas pré-apuradas, Cepeda registra 40,9% dos votos, contra 43,7% de Espriella. A diferença surpreende pesquisas divulgadas há uma semana, que mostravam Cepeda na liderança. O resultado parcial confirma a ascensão recente do candidato outsider.
Petro critica a empresa responsável pela contagem preliminar, a Thomas Greg & Sons, associada aos irmãos Bautista. A empresa já esteve envolvida em controvérsias de licitação de documentos de identidade, em 2023, e participa do consórcio responsável pela apuração parcial.
Controvérsias e desdobramentos
O presidente alega risco de fraude eleitoral, citando falhas alegadas no sistema de apuração. Observadores foram orientados a registrar denúncias de irregularidades sempre que necessário. Analistas de voto eletrónico destacam que a contagem preliminar não tem valor legal definitivo.
Cepeda, em entrevista em Bogotá, mencionou uma discrepância entre cadastros eleitorais, sugerindo a existência de centenas de milhares de fichas não correspondentes a eleitores reais. Ele reiterou a necessidade de verificação cuidadosa dos dados.
A apuração preliminar serve para informar o público no dia da eleição, mas a contagem final, que dá suporte legal, pode trazer diferenças. O Registro Nacional da Colômbia administra o processo, com apoio de mais de 850 mil mesários.
A diretora para as Américas da Human Rights Watch defendeu a credibilidade do sistema colombiano, afirmando que o país possui um processo eleitoral independente. A postura sugeriu cautela diante de dúvidas levantadas pela presidência.
Constitui mais um ponto de tensão o envolvimento de Cepeda no cenário político, com apoio a Petro, e as acusações cruzadas sobre confiabilidade de urnas e cadastros. A apuração final ainda está pendente, sem data definida para conclusão.
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