- Abelardo de la Espriella ficou na frente no 1º turno das eleições presidenciais da Colômbia, com 43% dos votos, recebendo mais de 10 milhões de votos.
- Ele disputará o segundo turno contra Iván Cepeda, candidato da esquerda ligada ao presidente Gustavo Petro.
- De la Espriella é visto como representante da direita dura e populista, defendendo ações fortes contra crime, narcotráfico e corrupção.
- O candidato é considerado outsider, com apoio de segurança robusto e admiro de líderes como Bukele, Milei e Trump; promete reformas rígidas e cortes.
- O segundo turno está marcado para 21 de junho, e analistas veem a disputa como encontro entre posições extremas, com apoios de antigos aliados da elite política divergentes.
Abelardo de la Espriella, conhecido como El Tigre, liderou o 1º turno das eleições na Colômbia, com mais de 10 milhões de votos. O candidato veste a camisa amarela da seleção e aparece protegido por vidro blindado em eventos públicos. A disputa ocorre no segundo turno contra Iván Cepeda, da esquerda ligada ao presidente Gustavo Petro.
O empresário e advogado nasceu em Bogotá, em 1978, e ficou com 43% dos votos, consolidando seu papel de líder da direita na disputa. Seu movimento Defensores da Pátria busca atrair eleitores descontentes com a política tradicional, que ele classifica como parte de uma elite dominadora.
De la Espriella é visto por especialistas como representante de uma direita dura e populista. Ele promete agir com mão de ferro contra crime, narcotráfico e corrupção, além de defender mudanças estruturais no país. A segurança é tema central de sua campanha.
Antes da corrida presidencial, o candidato já atraía críticas e apoios diversos. O senador Enrique Gómez Martínez, que integra o Movimento Salvação Nacional, é um dos principais articuladores de sua campanha e afirma que De la Espriella é um outsider com influência empresarial forte. O grupo também conquistou cadeiras no Congresso nas eleições de março.
Historiadores e jornalistas destacam que o passado do candidato envolve casos de defesa de figuras controversas, como Álex Saab, e atuação em litígios de grande repercussão. A biografia de De la Espriella inclui atuação jurídica em casos ligados a violência, desastres ambientais e a ex-congressista de esquerda Piedad Córdoba.
A estratégia de comunicação enfatiza o conservadorismo familiar e uma postura crítica ao que chama de politicamente correto. Em entrevistas, ele já gerou polêmica com comentários sobre gênero e orientação, gerando debates sobre machismo e homofobia. Sua equipe rejeita rótulos, descrevendo-o como defensor de princípios.
Para o vice, o escolhido foi José Manuel Restrepo, ex-ministro da Fazenda e do Comércio, integrando também laços com famílias políticas de Barranquilla. Esse apoio compõe uma visão que alega independência da política tradicional, mas é visto por analistas como manter vínculos com a elite.
Especialistas divergem sobre o tamanho do apoio de De la Espriella entre conservadores e eleitores de classe trabalhadora. Algumas leituras apontam que alianças com figuras de Uribe e Santos indicam que governar exige cooperação com o establishment político, mesmo entre quem critica a elite.
Limites de atuação, atuação militarizada e propostas de combate à violência marcam o tom do discurso de campanha. O segundo turno está marcado para 21 de junho, quando De la Espriella enfrentará Cepeda, em meio a uma cena política polarizada.
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