- Abelardo de la Espriella venceu o primeiro turno com cerca de 43,7% dos votos válidos e disputará o segundo turno contra Iván Cepeda, que teve 40,9%.
- O candidato de direita defende uma linha dura contra a criminalidade, com propostas como megapresídios e uso de bombardeios táticos, em meio ao aumento da violência no país.
- Iván Cepeda, da esquerda governista, liderou parte da campanha, ficou em segundo lugar e buscará ampliar alianças para derrotar o adversário no pleito de 21 de junho; Aida Quilcué é a vice na sua chapa.
- Paloma Valencia, também da direita, informou apoio a De la Espriella, fortalecendo a coalizão conservadora para o segundo turno.
- De la Espriella pediu que as Forças Armadas atuem para defender a lisura do processo e afirmou que pode haver vigilância externa, em tom de alerta sobre eventuais contestação dos resultados.
A Colômbia definiu o cenário do segundo turno das eleições presidenciais após o fechamento das urnas no último domingo. Abelardo de la Espriella, advogado conhecido pela linha dura, aparece na frente com 43,7% dos votos válidos na contagem rápida, contra Iván Cepeda, que somou 40,9%. A votação ocorreu em todo o país, em meio a alto nível de polarização e a um cenário de violência pública que preocupa analistas.
De la Espriella, de 47 anos, surge como outsider sem experiência em cargos públicos, ganhando força com uma plataforma de segurança pública agressiva. O grupo tem recebido apoio de setores conservadores, incluindo figuras da oposição que defendem mudanças administrativas profundas. A votação aponta para a necessidade de nova definição de políticas públicas e segurança.
Cepeda, senador de esquerda e defensor de direitos humanos, liderou as pesquisas durante parte da campanha, mas terminou a primeira etapa em segundo lugar. Seu eleitorado vê o pleito como continuidade do projeto de governo anterior, com foco em desigualdades e políticas sociais. A candidata à vicepresidência ao lado dele é Aida Quilcué, líder indígena.
Cenário para o segundo turno
O segundo turno está marcado para 21 de junho, data em que os eleitores retornarão às urnas para definir o futuro do Palácio de Nariño. A coalizão de De la Espriella já recebe apoio de Paloma Valencia, terceira colocada, o que tende a consolidar votos de direita. Pesquisadores destacam que esse alinhamento pode alterar significativamente o equilíbrio político no país.
Reações e próximos passos
No campo da esquerda governista, Cepeda ainda não confirmou posição definitiva e aguarda o encerramento das auditorias oficiais para comentar os resultados. Ele destacou a necessidade de transparência no processo e de combate a irregularidades, mantendo o foco em reduzir as desigualdades. A campanha de Cepeda pretende mobilizar forças progressistas para sustentar a coalizão de governo na próxima etapa.
A população acompanha com cautela o desenrolar das eleições, em especial em cidades com histórico de participação política intensa. Analistas políticos ressaltam que o pleito de junho pode redefinir o rumo da política colombiana diante de uma gestão pública que enfrenta desafios de segurança, economia e diálogo com setores sociais. O pleito de 21 de junho promete definir o perfil do próximo governo.
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