- Ciro Gomes, pré-candidato do PSDB ao governo do Ceará, forma aliança com membros do PL e afirma que seus bolsonaristas são “homens honrados.�
- Camilo Santana (PT-CE) questionou a mudança de postura de Ciro e pediu explicações sobre ligações com Bolsonaro e o caso Flávio Bolsonaro envolvendo o Banco Master.
- Ciro diz ter buscado lideranças oposicionistas dispersas para enfrentar um poder considerado “corrompe totalmente” e diferencia seus aliados, dizendo que são íntegros.
- O tucano pediu desculpas públicas a Capitão Wagner (União) por ataques anteriores e firmou parceria com Roberto Cláudio, além de se aproximar de André Fernandes (PL-CE).
- Michelle Bolsonaro (PL) criticou a aliança com Ciro, provocando crise na família Bolsonaro; o PL suspendeu temporariamente a articulação com o PSDB após o embate.
Ciro Gomes, pré-candidato do PSDB ao governo do Ceará, justificou nesta semana a aproximação com o PL, após críticas de Camilo Santana (PT-CE). Santana o acusou de se alinhar ao bolsonarismo para enganar os cearenses. Ciro chamou seus novos aliados de homens honrados.
A afirmação ocorreu após Santana questionar a mudança de tom de Ciro, que antes chamava a família Bolsonaro de ladrões e bandidos. O senador também citou o caso de Flávio Bolsonaro ligado ao Banco Master em entrevista ao Grupo de Comunicação O Povo.
Ciro explicou que o critério da aliança foi buscar lideranças de oposição dispersas para enfrentar um poder descrito como corrompido. Ele destacou a diferença entre seus bolsonaristas e outros rivais, afirmando que seus parceiros são homens limpos.
O pré-candidato do PSDB afirmou ter pedido desculpas públicas ao pré-candidato ao Senado Capitão Wagner (União), dizendo ter atacado o adversário cegamente por ser rival de seu irmão, Cid Gomes (PSB-CE).
Além de Wagner, Ciro consolidou a união com Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, e aproximou-se do deputado federal André Fernandes (PL-CE). O movimento busca, segundo ele, livrar o Ceará de uma “ditadura corrupta”.
Resistência dentro do PL e reação da família Bolsonaro
Em dezembro, o diretório do PL do Ceará, chefiado por Fernandes, apoiou a possível candidatura de Ciro. Michelle Bolsonaro (PL) criticou a decisão durante evento de lançamento de Eduardo Girão (Novo-CE). Ela disse duvidar da aliança com alguém anti-líder da direita.
A crise ganhou contornos internos, com o senador Flávio Bolsonaro apoiando Fernandes e acusando a madrasta de contrariar a vontade de Jair Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro criticou o posicionamento, definindo como injusta a crítica da ex-primeira-dama.
Após o confronto, o PL suspendeu, temporariamente, a articulação com o PSDB. Em maio, Michelle publicou no Instagram um vídeo de 2019 em que Ciro o chama de jumento, reforçando a tensão entre grupos da direita.
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