- Flávio Bolsonaro planeja reeditar a campanha do “CPX” e turbinar a narrativa de que Lula tolera facções, em resposta às acusações de apoio aos PCC e CV.
- A ideia remete à campanha de 2023 associando Lula ao Complexo da Maré; na época, Lula ganhou apoio local e use da sigla CPX, criada pelos moradores para a área.
- O governo e o PT negaram ligação entre Lula e facções, e o ministro Flávio Dino manteve críticas aos ataques, destacando que o combate ao crime cabe às instituições.
- Em Sergipe, Flávio afirmou, durante o lançamento da pré-candidatura de Sergio Moro ao governo do Paraná, que o presidente e o governo são tolerantes com as facções, acirrando o tom político.
- Gleisi Hoffmann rebateu, afirmando que o enfrentamento ao crime deve ser feito pelas instituições e cobrando responsabilidade de Flávio Bolsonaro e do governo em ações contra o crime organizado.
Na semana seguinte às declarações de Lula sobre a inclusão do PCC e do CV na lista de organizações terroristas dos EUA, a campanha de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, prometeu responder com nova ofensiva. A ideia é reeditar a estratégia conhecida como CPX, usada em 2023 para associar Lula a facções do Rio de Janeiro, ampliando o tema na campanha eleitoral.
A polêmica envolve acusações de tolerância a facções por parte do governo. Em 2022, Lula visitou a Maré durante a campanha, recebendo identificação com a alcunha CPX em meio a debates locais. A sigla, comum para o Complexo da Maré, é alvo de desmentidos oficiais, mas continua repercutindo no cenário político.
O debate ganhou tom nacional após o discurso de Flávio Bolsonaro, que acusou o governo de ser tolerante com as facções ao apoiar o enquadramento das organizações como terroristas. A fala ocorreu durante evento de lançamento da pré-candidatura de Sergio Moro ao governo do Paraná, em Curitiba.
Gleisi Hoffmann, PT, rebateu destacando operações contra o crime organizado e afirmou que cabe às instituições brasileiras liderar o combate às facções. A congressista ressaltou que a política de segurança deve manter soberania nacional e não se tornar instrumento de disputa eleitoral.
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