- Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, não compareceu à Israel Day Parade, alegando oposição ao governo de Israel e priorizando a segurança pública.
- Entre os presentes estiveram o senador Chuck Schumer e outros democratas, enquanto alguns grupos progressistas ficaram ausentes.
- O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, participou do evento, gerando críticas de apoiadores de Mamdani.
- A ausência de Mamdani gerou reações de defensores palestinos e críticos, destacando a divisão dentro do Partido Democrata.
- A marcha ocorreu após a prefeitura divulgar um vídeo sobre a Nakba, gerando debate sobre o contexto histórico do conflito.
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, não compareceu à Israel Day Parade, evento anual que acontece na cidade. Ele justificou a ausência com o posicionamento de oposição ao governo israelense, que ele acusa de genocídio em Gaza. A decisão foi anunciada na última semana.
Entre os que participaram estavam o líder democrata Chuck Schumer, o deputado Dan Goldman, o deputado Jerry Nadler, a governadora Kathy Hochul e a procuradora Letitia James. Também estiveram ex-prefeitos e ex-governadores, incluindo Eric Adams, Michael Bloomberg e Andrew Cuomo.
A presença foi marcada pela participação da comissária de polícia Jessica Tisch, que afirmou que é decisão do prefeito não marchar, mas que ela marcharia. Mamdani já tinha apresentado a posição de que a segurança pública seria prioridade com presença policial reforçada.
A ausência de Mamdani contrastou com a participação de Bezalel Smotrich, ministro das Finanças de Israel, figura associada à linha nacionalista. Smotrich visitou os Estados Unidos pela primeira vez desde março do ano passado, em meio a controvérsias sobre acusações envolvendo o ICC.
A imprensa local destacou reações de grupos pró-Israel, que criticaram a decisão do prefeito. Defensores de Mamdani lembraram que a parada contou com a presença de figuras apoiadas por parte do governo israelense criticado por organizações de direitos humanos.
A discussão acontece em um momento de mudanças políticas em Nova York, casa da maior população judia dos EUA, onde muitos eleitoras e eleitores questionam o apoio a políticas do governo de Israel. Pesquisas recentes indicam crescimento de críticas entre americanos, especialmente jovens.
Mamdani mantém posição de apoiar a criação de um estado de Israel com direitos iguais, mas já sinalizou que, em visitas internacionais, pode cumprir ordens judiciais caso haja conflito com autoridades estrangeiras.
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