- Danielle Fonteles, ex-marqueteira do Partido dos Trabalhadores, afirmou à Polícia Federal que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, esteve em Portugal para visitar uma fábrica de cannabidiol ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
- O depoimento aponta que ele participou de reuniões relacionadas ao negócio, mas não atuava como decisor; estava mais como ouvinte.
- Mesmo com a defesa negando irregularidades, o vínculo com alguém investigado pela PF gera desgaste político para o governo Lula.
- A oposição pode explorar o caso no Congresso e na campanha de 2026; o PT deve usar o tema para atacar adversários ligados ao bolsonarismo, segundo a avaliação de analistas.
- As investigações seguem na Polícia Federal e na Controladoria-Geral da União, com foco em mensagens, viagens e possíveis ligações empresariais; a CPI do INSS encerrou sem que Lulinha tenha tido sigilo quebrado.
O depoimento da ex-marqueteira do PT, Danielle Fonteles, à Polícia Federal, aponta que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, esteve em Portugal para visitar uma fábrica de canabidiol ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. O material também aponta participação em reuniões relacionadas a esse negócio, segundo apuração de veículo de imprensa. A defesa afirma que não houve irregularidade e que não houve repasse financeiro ao filho do presidente.
Conforme apurado, Danielle confirma que Lulinha esteve no país para conhecer a fábrica e participou de encontros ligados ao empreendimento. Ela ressalta, no entanto, que o jovem não atuava nas negociações, atuando apenas como ouvinte em parte do processo. A versão é apresentada como parte de investigações sobre fraudes envolvendo o INSS e negócios ligados a brasileiros no exterior.
O caso tem gerado desgaste político ao governo Lula, mesmo sem comprovação de repasses de recursos do filho a empresas associadas ao Careca do INSS. A equipe jurídica de Fábio Luís sustenta que não houve recebimento de valores e que a viagem ocorreu antes da relação do empresário com investigações nacionais ganhar visibilidade.
Desdobramentos e impacto político
O episódio é destacado pela oposição como elemento que pode intensificar o escrutínio sobre atos ligados ao INSS, especialmente em período de ampla cobertura eleitoral. Entidades ligadas ao governo repetem que não há evidências de favorecimentos ou operações financeiras envolvendo Lulinha.
O programa Ponto de Vista descreve o tema como uma possível munição política tanto no Congresso quanto na campanha de 2026. A imprensa revisita o histórico de clientes e relações do Careca do INSS para contextualizar as investigações em curso.
Investigações em curso
As apurações continuam sob a coordenação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União. O foco está em mensagens, viagens, reuniões e conexões empresariais envolvendo os investigados em o que envolve fraudes contra aposentados. Até o momento, as quebras de sigilo não apontaram movimentações financeiras suspeitas envolvendo Fábio Luís.
Defesa de Lulinha
Os advogados afirmam que a confirmação da viagem não altera o cenário: Lulinha colocou-se à disposição para esclarecer as circunstâncias da viagem. A defesa sustenta que Antônio Carlos Camilo Antunes era conhecido pela atuação no ramo farmacêutico e não tinha relação com o escândalo do INSS à época da viagem.
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