- Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo, disse que o apoio de Tarcísio à classificação de “terrorismo” dos EUA ao Primeiro Comando da Capital e ao Comando Vermelho é “ataque ao Brasil” com impacto econômico.
- A classificação, que entra em vigor em cinco de junho, poderia prejudicar instituições financeiras e o ambiente de negócios no país.
- Haddad também criticou a atuação de Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública de Tarcísio, na PEC da Segurança Pública.
- Tarcísio de Freitas afirmou, em entrevista ao Pânico, que vê a classificação como positiva, dizendo que pode abrir espaço para cooperação no enfrentamento ao crime organizado.
Fernando Haddad (PT) afirmou nesta segunda-feira, 1º de junho de 2026, que o apoio de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à classificação de terrorismo atribuída pelos EUA ao Primeiro Comando da Capital e ao Comando Vermelho representa um ataque ao Brasil com impacto econômico. A declaração foi dada em entrevista ao Uol.
O ex-ministro disse que a medida, que entra em vigor em 5 de junho, pode prejudicar instituições financeiras e o ambiente de negócios no país. Haddad também criticou a atuação de Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública de Tarcísio, na PEC da Segurança Pública.
Ele afirmou que Tarcísio sabota a PEC da Segurança Pública e que, ao apoiar a classificação de terrorismo, o governador empresta apoio a um segundo ataque ao Brasil, com efeitos econômicos negativos e criação de assimetria entre EUA e Brasil.
Tarcísio de Freitas, por sua vez, disse nesta segunda-feira, em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan FM, que vê a classificação dos EUA como positiva. Segundo o governador, a medida facilita a cooperação no combate ao crime organizado.
O governador afirmou que a classificação pode contribuir para engajar o Brasil no enfrentamento conjunto a facções criminosas. A declaração foi dada durante participação na rádio, sem detalhes adicionais sobre aspectos operacionais da cooperação.
Entretanto, Haddad rebateu que a mudança possa trazer ganhos práticos, ressaltando os impactos econômicos para o mercado brasileiro. O ex-ministro citou efeitos sobre o sistema financeiro e sobre a atratividade de investimentos.
O foco do debate, em São Paulo, envolve a atuação de gestores públicos do estado e a relação com decisões de política pública federal. O tema também é usado para discutir cenários eleitorais no estado, com Haddad buscando apoio entre eleitores.
Fontes que acompanharam as declarações citam que Haddad pediu avaliação de impactos econômicos e de segurança decorrentes da classificação. As informações atuais vieram de entrevista ao Uol e de participação de Tarcísio no Pânico.
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