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Hajjar defende regulação de IA para soberania tecnológica do Brasil

Hajjar defende regulação de IA para soberania do Brasil, propondo marcos que acompanhem o marco civil da internet e usem dados do SUS de forma segura

Hajjar afirma que discutir soberania na era da inteligência artificial não se trata de "luxo ou retórica", mas da capacidade do país de ser "dono da própria inovação"
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  • A médica Ludhmila Hajjar defende marcos regulatórios para IA no Brasil, para garantir soberania tecnológica, durante o 14º Fórum de Lisboa, iniciado em 1º de junho de 2026.
  • Ela propõe que as regras sigam caminho parecido com o marco civil da internet, com governança e regulação para não depender de decisões de fora.
  • A discussão envolve a cadeia de valor da IA em três camadas: chips e dados, infraestrutura e governança; a camada de modelos recebe mais atenção da mídia.
  • O PL 2338 de 2023, relator Aguinaldo Ribeiro, já foi aprovado no Senado e tramita na Câmara, tratando da regulamentação do uso de IA.
  • Hajjar destaca o SUS como modelo para inovação em IA na saúde, citando 210 milhões de pessoas atendidas e 3,8 bilhões de consultas por ano, além da criação do hospital inteligente ligado ao SUS.

A médica Ludhmila Hajjar defendeu, no 14º Fórum de Lisboa, a criação de marcos regulatórios para IA que assegurem soberania tecnológica do Brasil. A fala aconteceu no debate que começou na segunda-feira, 1º de junho de 2026.

A proposta impõe regras que acompanhem o crescimento da IA, com base em dados e modelos disponíveis na cadeia de valor. Hajjar destacou que a IA é central nas geopoliticas atuais, superando o foco do século passado em indústria e energia.

Hajjar explicou a cadeia de valor da IA em camadas: chips e dados, nuvens e data centers, governança, modelos e aplicações. Ela argumentou que o Brasil não domina integralmente as primeiras camadas, enquanto as camadas superiores recebem mais atenção.

Regulação e soberania

A palestrante citou o PL 2338 de 2023, com relator Aguinaldo Ribeiro, aprovado no Senado e em tramitação na Câmara. A comparação foi feita com o marco civil da internet, defendendo governança e regulação para evitar vulnerabilidades estratégicas.

Ela ressaltou que regulação não garante soberania automática, mas facilita uso da IA com princípios para saúde e educação. A tecnologia não deve substituir o trabalho humano nem violar direitos fundamentais.

Hajjar identificou o SUS como modelo para inovação em IA no Brasil, destacando dados do sistema que atende 210 milhões de pessoas e 3,8 bilhões de consultas anuais. Ela afirma que a integração de dados pode impulsionar a saúde digital brasileira.

A médica citou o projeto do primeiro hospital inteligente no país, a ser implementado no SUS, como exemplo de atuação conjunta entre governo, USP e o governo de SP. O objetivo é um hospital de inovação com apoio internacional.

Ela destacou que o hospital inteligente não possui foco partidário, tratando-se de iniciativa de Estado para beneficiar a população. O projeto foi idealizado pela própria Hajjar, em parceria com instituições públicas e privadas.

O debate contou com a participação de autoridades e especialistas presentes no Fórum de Lisboa, que discute o papel estratégico da IA na proteção da soberania nacional.

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