- O presidente da OAB, Beto Simonetti, disse que a IA pode apoiar a advocacia, ampliar o acesso à Justiça, mas não deve substituir o advogado.
- Em fala no XIV Fórum Jurídico, na Universidade de Lisboa, ele destacou o avanço da IA como positivo, porém exige cautela para não excluir profissionais ou reduzir a Justiça a automação.
- Simonetti ressaltou que a IA pode organizar informações, interpretar jurisprudência e realizar tarefas em segundos, mas o uso deve ser responsável e humano.
- Ele alertou sobre modelos de negócio que prometem automatizar etapas inteiras da atividade jurídica, o que pode reduzir o advogado à função de supervisor de fluxos automáticos.
- O presidente da OAB afirmou que a Justiça envolve pessoas e direitos fundamentais, defendendo independência técnica, responsabilidade ética e a presidência humana diante de conflitos concretos.
O presidente da OAB, Beto Simonetti, afirmou em Lisboa que a inteligência artificial pode apoiar a advocacia, ampliar o acesso à Justiça, mas não deve substituir a atuação humana. A declaração ocorreu no XIV Fórum Jurídico, em 1º de junho, na Universidade de Lisboa.
Segundo ele, a IA organiza informações, analisa jurisprudência e executa tarefas que antes levavam dias com equipes grandes. O uso responsável é essencial para evitar exclusão de profissionais e reduzir a Justiça a processos automatizados.
Simonetti destacou que a advocacia não teme a tecnologia e já se reinventa diante de cada salto tecnológico. O avanço da IA é visto como positivo, porém exige cautela para não transformar a Justiça em linha de produção.
A defesa da qualidade ética acompanha o ganho de eficiência: o Direito envolve pessoas, vidas e dignidade, não apenas dados. A independência técnica e o discernimento humano são indispensáveis diante de conflitos concretos.
Contexto do Fórum Lisboa
O XV Fórum Lisboa ocorre de 1 a 3 de junho, sob o tema Nova Ordem Internacional, Tecnologia e Soberania. O encontro reúne autoridades e especialistas para debater regulação de plataformas digitais, proteção de crianças online e impactos tecnológicos na democracia.
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